Poesia e modernismo pré-lógica, formal, dialética e pós-lógica

Pensar a poesia modernista hoje pressupõe retornar ao poético após a finitude do moderno e conceituá-lo não só em termos estéticos autônomos, mas como uma dimensão contingente da linguagem onde atuam, em fusão, tanto o estético quanto o estésico. Poder-se-iam reconhecer, assim, quatro momentos. O mo...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Antelo, Raul
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Instituto de Estudos Brasileiros (IEB)
Repositorio:Revista do Instituto de Estudos Brasileiros
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/53896
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/53896
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Poesia
negatividade
modernismo
Poetry
negativity
modernism
Descripción
Sumario:Pensar a poesia modernista hoje pressupõe retornar ao poético após a finitude do moderno e conceituá-lo não só em termos estéticos autônomos, mas como uma dimensão contingente da linguagem onde atuam, em fusão, tanto o estético quanto o estésico. Poder-se-iam reconhecer, assim, quatro momentos. O momento pré-lógico, o momento formal, o momento dialético e o momento místico. Não são etapas evolutivas, porém revelam diversos posicionamentos do sujeito perante a experiência poética. Deles se conclui que a poesia é a negatividade em que o acesso à palavra, separada de qualquer referencialidade, torna-se aquilo que deve ceder e recusar o já dado. A poesia viabiliza o absolutamente árduo e até mesmo o estritamente impossível.