Assovio e línguas assoviadas: estudos a partir de uma perspectiva fonética

Línguas assoviadas são um fenômeno ainda pouco entendido pela maioria dos linguistas. A discussão sobre sua natureza como língua, código, modalidade linguística, etc. persiste apesar de décadas de estudo. Para contribuir a esta discussão de maneira adequada, foi feito um levantamento bibliográfico a...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Brasileiro, Gabriel da Cunha Marques
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24062025-144241
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-24062025-144241/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Assovio
Fonética
Fonologia
Phonetics
Phonology
Whistling
Descrição
Resumo:Línguas assoviadas são um fenômeno ainda pouco entendido pela maioria dos linguistas. A discussão sobre sua natureza como língua, código, modalidade linguística, etc. persiste apesar de décadas de estudo. Para contribuir a esta discussão de maneira adequada, foi feito um levantamento bibliográfico acerca do assunto, resultando em 40 trabalhos de áreas diversas que foram sintetizados em um capítulo. Foi também criado um método de extração de valores numéricos de parâmetros fonéticos para criação de curvas comparáveis, a fim de examinar a semelhança entre uma língua assoviada e sua contraparte falada, testando a afirmação encontrada na literatura que em línguas tonais sua versão assoviada seria semelhante à curva de frequência fundamental da fala, e em línguas não-tonais, essa semelhança é com a trajetória de segundo formante da fala. Este método foi aplicado a dados levantados online de três línguas: espanhol, turco e chinanteco de Sochiapam. O resultado foi grande semelhança entre frequência fundamental do assovio e frequência fundamental da fala no caso do chinanteco, uma língua tonal, semelhanças notáveis entre frequência fundamental do assovio e trajetória de segundo formante da fala no espanhol, e pouca semelhança entre a frequência fundamental do assovio e qualquer parâmetro investigado da fala no caso do turco. Concluiu-se que há mérito na afirmação encontrada na literatura, porém esta relação não é tão simples quanto apresentada