Efeitos do óleo de coco na hiperplasia prostática benigna induzida pela testosterona em gerbilos da Mongólia (Meriones unguiculatus)
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento benigno e não controlado da próstata e alguns fatores que contribuem para essa condição são as alterações dos hormônios esteroides e a variação na expressão dos seus receptores, assim como a inflamação crônica. Essa doença acomete mais que 40% d...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/215137 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/215137 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Óleo de coco Hiperplasia Testosterona Próstata Gerbilos Coconut oil Hyperplasia Testosterone Prostate Gerbil |
| Sumario: | A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento benigno e não controlado da próstata e alguns fatores que contribuem para essa condição são as alterações dos hormônios esteroides e a variação na expressão dos seus receptores, assim como a inflamação crônica. Essa doença acomete mais que 40% dos homens acima de 40 anos, causando diversos sintomas que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Os medicamentos para HPB causam diversos efeitos colaterais e por isso, compostos naturais são investigados como tratamentos alternativos. O óleo de coco (CO) possui em sua composição, ácidos graxos como ácido láurico e cáprico, que apresentaram efeitos benéficos para o tratamento da HPB. No entanto, os efeitos desse óleo sobre a próstata ainda são pouco conhecidos. O gerbilo da Mongólia (Meriones unguiculatus) é um roedor muito utilizado em estudos da próstata e a administração de testosterona é capaz de induzir a HPB, o que favorece a utilização dessa espécie como modelo para estudos dessa natureza. Assim, esse trabalho investigou os efeitos do CO sobre a hiperplasia prostática induzida pela testosterona em gerbilos adultos. Dividimos os animais em três grupos experimentais: controle intacto (IC) formado por animais que não receberam nenhum tratamento; hiperplasia induzida (HI), animais que receberam injeções subcutâneas de testosterona (3mg/Kg) em dias alternados por 30 dias e o grupo hiperplasia mais óleo de coco (HCO) em que os animais receberam injeções subcutâneas de testosterona em dias alternados por 30 dias e em seguida CO (Copra) (1 ml/Kg) via gavagem, diariamente, por 30 dias. Verificamos que o tratamento com CO na próstata hiperplásica não alterou o peso da próstata ventral em comparação ao grupo hiperplásico, porém causou alterações na morfologia, reduzindo a altura e a frequência do epitélio e do estroma muscular, a área nuclear, assim como a frequência das fibras colágenas. Observamos redução da imunomarcação dos receptores de andrógeno (ARs) e de estrógeno (ERα e ERβ) e observamos a mesma tendência no western blot, embora não significativo. A proliferação celular foi maior no grupo HCO, porém também verificamos aumento da morte celular por apoptose nesse grupo. Houve a redução da expressão das enzimas 5 α redutase, ciclooxigenase 2 (COX-2), metaloproteinases de matriz 2 e 9 (MMP2 e MMP9). Observamos a redução dos focos inflamatórios subepiteliais e periductais, como também a redução de células positivas para marcadores de macrófagos F4/80 no estroma e CD68 e CD163 no epitélio do grupo HCO. O nível sérico de testosterona aumentou nos grupos HI e HCO. Esses resultados demonstram que o óleo de coco possui efeito pro-apoptótico e anti-inflamatório, como também altera a expressão dos ARs e ERs, minimizando os efeitos hiperplásicos, indicando que este óleo pode ser benéfico e auxiliar no tratamento da HPB. |
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