Distopias e filosofia da tecnologia

Este artigo examina distopias enquanto profecias de um futuro indesejado se não se esforçar para evitá-lo; mais que isso, serão examinadas enquanto experimento mentais. A metodologia do artigo se dará pela análise de algumas ficções científicas distópicas procurando perceber elementos relacionados a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Borges, Luiz Adriano Gonçalves
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Repositorio:Artefilosofia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:pp.www.periodicos.ufop.br:article/4289
Acceso en línea:https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/4289
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dystopias
Transhumanism
Philosophy of Technology
Distopias
transumanismo
filosofia da tecnologia
Descripción
Sumario:Este artigo examina distopias enquanto profecias de um futuro indesejado se não se esforçar para evitá-lo; mais que isso, serão examinadas enquanto experimento mentais. A metodologia do artigo se dará pela análise de algumas ficções científicas distópicas procurando perceber elementos relacionados ao transumanismo, uma vertente otimista com relação à ciência e a tecnologia, conjugada com uma análise com a filosofia transumanista. Nem todas as obras estão se referindo diretamente ao transumanismo, mas o fio condutor das preocupações presentes nestes livros são questões antropológicas, de natureza humana, que se apresentaram no âmago da discussão transumanista. Podemos perceber a discussão transumanista em dois extremos e que aparecem nas distopias: os bioconservadores, clamando por prudência e cautela, e os transumanistas propriamente ditos, apontando a necessidade de dirigir a evolução através do instrumental científico e tecnológico. As distopias exageram, aumentando as implicações negativas de tecnologias que no início pareciam inofensivas, com o objetivo de fazer pensar. É nisso que consiste experimentos mentais em filosofia. As obras analisadas serão: “A máquina parou” de E. M. Foster, “Nós” de Ievguêni Zamiátin, “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, “A guerra das salamandras” de Karel Čapek e a “Aquela fortaleza medonha” de C. S. Lewis.