Corpos assentados, territórios em movimento: vivências e trajetórias de mulheres do MST
Esta pesquisa explora os viveres de mulheres no Assentamento Denis Gonçalves, militantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), entrelaçando suas trajetórias de vida com os fios da resistência, da construção de subjetividades e da coletividade. Nos campos de luta e de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFJF |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18294 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18294 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS Mulheres assentadas Corpos-territórios MST Assentamento Denis Gonçalves Territorialidades Luta pela terra Settled women Body-territories Denis Gonçalves settlement Territorialities Land struggle |
| Sumario: | Esta pesquisa explora os viveres de mulheres no Assentamento Denis Gonçalves, militantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), entrelaçando suas trajetórias de vida com os fios da resistência, da construção de subjetividades e da coletividade. Nos campos de luta e de terra, seus corpos se erguem como espaços de autonomia e (re)existência frente às múltiplas formas de opressão – coloniais, patriarcais e capitalistas – que atravessam suas jornadas. Este trabalho é um convite para adentrar o íntimo de suas histórias por tecer um diálogo entre os percursos pessoais e as lutas coletivas por justiça social, dignidade e soberania alimentar. Nas peles dessas mulheres, marcadas por processos de espoliação de corpos-territórios, brotam os protagonismos das suas próprias narrativas e agências políticas, subvertendo as formas de apagamento e invisibilização que tradicionalmente lhes foram impostas. Por meio de encontros e entrevistas em profundidade, a pesquisa revela como a luta pela terra transcende o simples acesso ao território geográfico, uma vez que se desdobra em uma luta pela vida, pela construção de novas territorialidades e pela reconfiguração das relações sociais no campo. Ao lançar luz sobre as redes de solidariedade e os projetos comunitários liderados pelas interlocutoras, o trabalho propõe uma reflexão crítica sobre a intersecção entre gênero, classe e território, e aponta para a importância de se repensar as dinâmicas de poder e produção no espaço rural brasileiro, a fim de ampliar os horizontes da compreensão sobre a luta agrária no Brasil e de destacar a centralidade dos corpos feminizados e seus saberes como sementes de transformação social, capazes de cultivar novas possibilidades de existência em espaços marcados pela desigualdade e pela exclusão. |
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