Ação dos fitoesteróis sobre lesão aterosclerótica em camundongos com ablação gênica do receptor de LDL
Introdução: Os fitoesteróis (FE) são reconhecidos por reduzirem a concentração plasmática de LDL-colesterol, sendo importantes coadjuvantes no tratamento da hipercolesterolemia moderada. Entretanto, estudos publicados recentemente demonstram resultados conflitantes em relação à eficiência dos FE na...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-29102014-143321 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-29102014-143321/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aterosclerose Atherosclerosis Camundongos Knockout Cholesterol Colesterol Diet Dieta Fitoesteróis Hipercolesterolemia Hypercholesterolemia Knockout mice Phytosterols |
| Sumario: | Introdução: Os fitoesteróis (FE) são reconhecidos por reduzirem a concentração plasmática de LDL-colesterol, sendo importantes coadjuvantes no tratamento da hipercolesterolemia moderada. Entretanto, estudos publicados recentemente demonstram resultados conflitantes em relação à eficiência dos FE na prevenção da aterosclerose. Além disso, algumas investigações evidenciaram que o aumento da concentração plasmática de FE está positivamente relacionado ao risco de desenvolvimento de aterosclerose. Com a finalidade de elucidar a sua ação sobre esses parâmetros, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da suplementação de FE no desenvolvimento da aterosclerose em camundongos com ablação gênica para o receptor de LDL (LDLr-KO). Métodos: Os animais foram alimentados durante 16 semanas, com dieta rica em gordura (40% do valor calórico total da dieta), suplementada (grupo FE; 2%, n=10) ou não (Controle; n=10) com FE. Foram avaliadas as concentrações plasmáticas e hepáticas de colesterol, triglicérides, FE (beta-sitosterol, campesterol e latosterol). Na aorta dos animais, determinaram-se as concentrações de colesterol total, colesterol livre e éster e FE, além do infiltrado de macrófagos e infiltrado de lípides. Nos macrófagos do peritôneo dos animais, os quais assemelham-se aos presentes na artéria, avaliou-se a expressão de RNA mensageiro dos genes envolvidos no efluxo e influxo de colesterol (ABCA1, ABCG1, LOX1 e CD36). Também determinou-se as concentrações de FE no intestino e baço dos animais. Resultados: Conforme esperado, o consumo de FE induziu elevação plasmática dos principais FE, campesterol e de beta-sitosterol, reduzindo a concentração de colesterol no plasma. Houve aumento nas concentrações hepáticas de triglicérides e FE, entretanto, não foram observadas diferenças entre os grupos nas expressões de RNA mensageiro de genes lipolíticos (CPT, PPAR alfa) e lipogênicos (SREBP1-c, MTP, LXR e PPAR gamma) no fígado. Não houve, também, alteração no SREBP2, gene relacionado à síntese de colesterol. O conteúdo de colesterol total na artéria foi menor nos animais do grupo FE, não diferindo entre as formas livre e éster. As concentrações de FE na artéria foram iguais entre os grupos. A área de lesão no grupo FE foi menor em relação ao grupo-controle. A suplementação com FE induziu redução na expressão de RNA mensageiro de ABCG1, não interferindo na expressão dos outros genes estudados na artéria. Conclusão: Os achados deste estudo demonstram que a elevação de FE no plasma não induziu o seu acúmulo na parede da artéria e preveniu o desenvolvimento da aterosclerose |
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