Monoteísmo originário: linguagem, identidade e contracultura a partir de Hebreus

As indagações sobre a origem do monoteísmo do povo hebreu perpetuam nos discursos acadêmicos. As teologias sistemáticas retomam os conceitos cristológicos conciliares para explicar sobre Jesus em uma estrutura monoteísta. Nessa perspectiva, a temática desta pesquisa é a percepção do monoteísmo no pr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Douglas Oliveira dos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ambar:tede/4408
Acceso en línea:https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/4408
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cristologia. Hebreus. Memória. Monoteísmo originário
Christology. Hebrews. Memory. Original monotheism.
CIENCIAS HUMANAS::TEOLOGIA
Descripción
Sumario:As indagações sobre a origem do monoteísmo do povo hebreu perpetuam nos discursos acadêmicos. As teologias sistemáticas retomam os conceitos cristológicos conciliares para explicar sobre Jesus em uma estrutura monoteísta. Nessa perspectiva, a temática desta pesquisa é a percepção do monoteísmo no primeiro século, que traz por objeto o monoteismo em Hebreus. O objetivo geral é analisar a concepção do Sagrado na formação do cristianismo, com os discursos da construção de uma divindade una, tomando a obra de Hebreus como base principal. Os objetivos específicos são compreender o fundamento da construção monoteísta em sua gênese; mostrar que o redator final utilizou uma fonte mais antiga para fundamento das percepções sobre Jesus, entender os termos theos e Kyrios ( ); apresentar se há uma associação dessas palavras com as escritas em hebraico Elohim ( ) e Iahweh ( ), e se há ligação entre Jesus e Iahweh ( ), no Monoteísmo Originário; mostrar como o Redator Final uniu passado e presente daquele tempo e como o Monoteísmo Originário foi percebido na construção de paradigmas; elucidar a compreensão coletiva da memória resgatada pela epistemologia e por uma releitura e ressignificação das tradições judaicas. A questão principal levantada é como se constitui o Monoteísmo Originário, com base na análise do texto de Hebreus? A hipótese considera que a literatura apresentada no livro de Hebreus esclarece a temática e os objetivos propostos. A metodologia qualitativa segue a explicitação com a análise das linguagens, das contraposições filosóficas e da perspectiva histórica, que consubstanciam as fundamentações. Entre os teóricos estão Von Rad (1986), Stegemann e Stegemann (2004), Koester (2005) e Malina (2004). O trabalho dividido em três capítulos traz o primeiro resultado que se relaciona com um processo de materialização da história, em que a pesquisa linguística mostra o seu desenvolvimento, cujos olhares centram na temática Monoteísmo Originário. O segundo resultado consiste na perspectiva sobre a datação da obra de Hebreus, escrita em momentos distintos, antes e depois de 70 d.C. Assim, a relevância desta tese está no entendimento de como o imaginário cristão do Sagrado foi construído nesse período e se consolidou na história do cristianismo. Nos segmentos cristãos, estabeleceram-se várias interpretações bíblicas, havendo espaços para as discussões das Ciências da Religião