Appropriating the inappropriate: (re)significations of the spaces of a low-class prostitution zone in Belo Horizonte (MG)

A história da Guaicurus se entrelaça com o planejamento espacial da cidade, passando por um intenso processo de transformação ao longo dos anos. Considerando esse processo, este estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar a dinâmica espacial que circunda a zona de prostituição de Guaicurus, p...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Jefferson Rodrigues Pereira, José Vitor Palhares Dos Santos, Kely Cesar Martins de Paiva, João Henrique Machado Delgado, Alice de Freitas Oleto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/58610
Acceso en línea:https://doi.org/10.22408/reva502020660231-244
http://hdl.handle.net/1843/58610
https://orcid.org/0000-0002-9190-3875
https://orcid.org/0000-0002-5185-9072
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Space
Place
Territory
Prostitution zone
Guaicurus
Espaço urbano
Espaços públicos
Território sociocultural
Local de trabalho
Descripción
Sumario:A história da Guaicurus se entrelaça com o planejamento espacial da cidade, passando por um intenso processo de transformação ao longo dos anos. Considerando esse processo, este estudo foi desenvolvido com o objetivo de analisar a dinâmica espacial que circunda a zona de prostituição de Guaicurus, por meio dos conceitos de espaço, lugar e território. Para atingir esse objetivo, realizamos uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, na qual a unidade de análise foi a zona de prostituição denominada Guaicurus, em Belo Horizonte (MG). As unidades de observação foram os espaços internos dos hotéis de prostituição e seus arredores, bem como as prostitutas. Os dados foram coletados através de 27 entrevistas em profundidade com as prostitutas, a aplicação de uma técnica projetiva e a documentação fotográfica das fachadas dos bordéis. Os dados das entrevistas foram submetidos à análise do discurso em sua vertente francesa. Pudemos notar ambiguidades no imaginário social em relação a esse espaço, às vezes considerado um local de prostituição, outras uma prisão psíquica, cujas correntes foram forjadas pelas próprias trabalhadoras; isto é, uma forma de prisão auto-imposta. Para aliviar o sofrimento decorrente desse processo, algumas das entrevistadas ressignificam partes dos espaços dos quartos onde trabalham, dando-lhes uma disposição mais acolhedora e familiar, necessária para sua permanência no trabalho da prostituição.