Estudo da toxicidade hepática e esplênica do extrato de Crataegus oxyacantha em camundongos: análises histológicas

Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 75 à 95% da população utiliza a medicina popular para alívio de alguma sintomatologia desagradável. A grande preocupação é que mesmo as plantas medicinais sendo muito utilizadas, não se tem um c...

Full description

Bibliographic Details
Author: Santos, Jéssica Cristina dos [UNESP]
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2017
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repository:Repositório Institucional da UNESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/150358
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/150358
Access Level:Open access
Keyword:Crataegus oxyacantha
Histologia
Fígado
Baço
Histology
Liver
Spleen
Description
Summary:Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 75 à 95% da população utiliza a medicina popular para alívio de alguma sintomatologia desagradável. A grande preocupação é que mesmo as plantas medicinais sendo muito utilizadas, não se tem um conhecimento completo sobre sua ação no organismo. A planta Crataegus oxyacantha, também conhecida como espinheiro branco ou Hawthorn, é originária da Europa, América do Norte e Ásia, foi levada para outros continentes e vem sendo muito utilizada devido a seus potenciais efeitos farmacológicos, como agente cardiotônico, antioxidante, hipolipidêmico, anti-inflamatório, sedativo, entre outros. Considerando a importância da planta C. oxyacantha como medicamento alternativo natural e a inexistência de estudos envolvendo a toxicidade celular da mesma; o presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos morfo-histológicos do extrato de frutos de C. oxyacantha em três grupos de tratamento I (50mg/Kg), II (100 mg/Kg), e III (200 mg/Kg) em células do fígado e baço de camundongos, a fim de avaliar os efeitos citotóxicos do extrato. O fígado dos indivíduos do grupo I não apresentou dano. Os indivíduos do grupo II apresentaram fígado em estágios iniciais de desorganização tissular e citoplasática. Já aqueles do grupo III sofreram maiores alterações histológicas como extensa desorganização citoplasmática, surgimento de vacúolos e capilares sinusóides aumentados e grande quantidade de células de Kupffer. Por outro lado, o baço não foi modificado histologicamente, após os tratamentos, mantendo sua arquitetura como no grupo controle. Nas análises histoquímicas foi observada alteração apenas no fígado, tanto na quantidade de polissacarídeos quanto de lipídeos. De acordo com os resultados obtidos no presente trabalho pode-se concluir que o extrato de frutos de C. oxyacantha em doses mais elevadas levou a observação de estágios iniciais de desorganização tissular no fígado dos camundongos. Portanto, mais estudos devem ser realizados, já que o conceito popular de que tudo que é natural não faz mal, é contraditório.