Gente sem sorte: os mulatos no Brasil colonial

Esta pesquisa examinou o discurso sobre os mulatos – o resultado do intercurso sexual entre o europeu e o negro africano. A investigação teve dois propósitos centrais: primeiro, demonstrar que tal discurso – chamado aqui de discurso desabonador – seguiu uma regularidade durante os séculos XVII e XVI...

Full description

Bibliographic Details
Author: Pessoa, Raimundo Agnelo Soares [UNESP]
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2007
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repository:Repositório Institucional da UNESP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/103121
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/103121
Access Level:Open access
Keyword:Escravidão - História - Brasil
Mulatos - História - Brasil - Séc. XVII-XVIII
Negros - História - Brasil
Mulatos
Mulatas
Intercurso sexual
Escritos coloniais
Brasil colonial
Description
Summary:Esta pesquisa examinou o discurso sobre os mulatos – o resultado do intercurso sexual entre o europeu e o negro africano. A investigação teve dois propósitos centrais: primeiro, demonstrar que tal discurso – chamado aqui de discurso desabonador – seguiu uma regularidade durante os séculos XVII e XVIII; segundo, entender que condições de possibilidades fundamentaram esse matiz desabonador. Para tanto, foram analisados um conjunto de escritos sobre o Brasil colonial, produzidos majoritariamente durante os séculos XVII e XVIII ou, mais especificamente, entre os anos de 1633 e 1824. O elemento comum e imprescindível desses escritos é possuírem referências diretas aos mulatos. A especificidade desse discurso, como se procurou demonstrar, é que ele resulta de três pressupostos: a forma como o português distribuía socialmente as pessoas pelas sortes de gente no Brasil colonial, a escravidão como geradora de certas situações sociais controversas e, por último, as peculiaridades dos próprios mulatos