Hábitos alimentares do tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla (linnaeus, 1758) no Sul do Brasil.

O Tamandua tetradactyla (Linnaeus, 1758) também conhecido como tamanduá-mirim é um mamífero pertencente à família Myrmecophagidae e à ordem Pilosa. Essa espécie ocorre em todos os biomas brasileiros, mas tem no Pampa seu limite sul de distribuição. Sua ecologia é pouco conhecida, mas formigas e cupi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Deloss , Andressa Xavier Rodrigues
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIPAMPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/8124
Acceso en línea:https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/8124
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Dieta
Hymenoptera
Isoptera
Xenarthra
Pilosa
Tamanduá-mirim
Diet
Descripción
Sumario:O Tamandua tetradactyla (Linnaeus, 1758) também conhecido como tamanduá-mirim é um mamífero pertencente à família Myrmecophagidae e à ordem Pilosa. Essa espécie ocorre em todos os biomas brasileiros, mas tem no Pampa seu limite sul de distribuição. Sua ecologia é pouco conhecida, mas formigas e cupins compõem a base de sua alimentação. Todavia há poucos estudos sobre quais espécies de himenópteros e isópteros são consumidas por ele, com que frequência e qual sua importância para dieta. Desta forma, foram analisadas e identificadas ao menor nível taxonômico possível, seis conteúdos estomacais de tamanduás-mirins encontrados atropelados em rodovias do estado do Rio Grande do Sul. Encontramos 27.101 formigas pertencentes a 19 espécies e 8.172 cupins classificados em duas subfamílias, incluindo Wasmannia que pode ser considerada uma praga agrícola. A subfamília mais abundante de himenópteros na dieta do tamanduá-mirim na área de estudo mostrou-se Formicinae com 19.385 indivíduos representando 55,0 % dos itens consumidos, dos quais 54,9% apenas do gênero Camponotus, que pode ser mencionado como mais frequente e importante na dieta do tamanduá-mirim. Os cupins não se mostraram tão frequentes quanto as formigas, mas representaram 23,2% dos itens consumidos pelo tamanduá. Entre as amostras analisadas, dois estômagos estavam repletos de Nasutitermitinae, mostrando a importância deste item na dieta do tamanduá-mirim.