Possibilidades contra-hegemônicas: reinventar a política é possível?

O presente trabalho está inserido nos debates a respeito das experiências de novas formas de organização, mobilização, reivindicação e reinvenção da política, que surgem em um momento em que o jogo democrático formal vem perdendo sua legitimidade, ficando desacreditado e esvaziado, sobretudo nos esp...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Helena D'agosto Miguel Fonseca, Raquel Garcia Gonçalves
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/54130
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/54130
https://orcid.org/0000-0003-0166-811X
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mandatos cidadãos
Participação popular
Democracia
Cidadania
Insurgências
Poder
Descripción
Sumario:O presente trabalho está inserido nos debates a respeito das experiências de novas formas de organização, mobilização, reivindicação e reinvenção da política, que surgem em um momento em que o jogo democrático formal vem perdendo sua legitimidade, ficando desacreditado e esvaziado, sobretudo nos espaços de participação popular. A partir de uma discussão crítica sobre os conceitos de democracia, cidadania e participação popular e entendendo as fissuras e insurgências como alternativas ao modelo heterônomo de participação, procura-se discutir as possíveis conexões entre a ação direta e a ação institucionalizada. Para isso, apresenta-se, como exemplo, uma breve análise da experiência de construção coletiva e colaborativa de um mandato considerado aberto. Dessa forma, as ideias de participação e de colaboração, diretamente conectadas com possibilidades de trabalho conjunto, são trazidas para o centro da discussão que se pretende realizar. A partir dessas considerações, o objetivo central da pesquisa, que se encontra em andamento, é investigar as possibilidades de ampliação da participação popular e os ganhos trazidos por uma construção coletiva de políticas, relacionadas, sobretudo, ao direito à cidade e aos seus desdobramentos no uso, planejamento e gestão do espaço urbano em Belo Horizonte, e também, a possibilidade da ocupação coletiva dos espaços institucionais.