Percepção e atitudes dos cirurgiões-dentistas sobre o atendimento odontológico de pacientes com deficiência intelectual

A abordagem odontológica do paciente com deficiência intelectual (DI) requer muita determinação e conhecimento do cirurgião dentista. Cada um desses pacientes deve ser submetido aos tratamentos odontológicos de maneira correta para, assim, evitar transtornos no nível ambulatorial. Mesmo diante dessa...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Schardong, Bruna Ackermann
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/274996
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/274996
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Deficiência intelectual
Atendimento odontológico
Intellectual disability
Dentist, dental care
Perception
Attitudes
Descripción
Sumario:A abordagem odontológica do paciente com deficiência intelectual (DI) requer muita determinação e conhecimento do cirurgião dentista. Cada um desses pacientes deve ser submetido aos tratamentos odontológicos de maneira correta para, assim, evitar transtornos no nível ambulatorial. Mesmo diante dessa realidade, o tratamento odontológico para pacientes com deficiência intelectual ainda é um desafio para os cirurgiões-dentistas, sendo poucos os profissionais capacitados e dispostos a atendê-los. O objetivo da presente dissertação foi avaliar a percepção e as atitudes de cirurgiões-dentistas sobre o atendimento odontológico de pacientes com DI. Participaram deste estudo 52 cirurgiões-dentistas com atuação profissional na região metropolitana de Porto Alegre, RS Os participantes responderam a um questionário online (Google Forms), aplicado de forma remota, contendo questões referentes aos seus dados pessoais e profissionais, e sobre suas percepções e atitudes quanto ao atendimento de pacientes com DI. Foram analisados também o perfil socioeconômico, formação acadêmica e informações relacionadas ao exercício da profissão. Verificou-se que a maioria da amostra era composta por profissionais do sexo feminino, de cor branca, com renda familiar entre R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00 e graduada em universidade pública. A maioria não cursou em sua graduação ou pós-graduação, disciplinas relacionadas ao atendimento de pessoas com deficiência intelectual. Grande parte dos participantes cursou pós-graduação, sendo poucos aqueles que se especializaram em Odontologia para pacientes com necessidades especiais (OPNE). A maioria considera ter pouco ou nenhum conhecimento sobre atendimento a pessoas com deficiência intelectual, demonstrando um interesse regular em atender esta população. Sobre a percepção dos participantes, muitos se sentiam satisfeitos com sua atuação profissional, entretanto não se sentiam seguros para realizar adequadamente os atendimentos para indivíduos com DI, encaminhando estes pacientes para centros de referência em OPNE. A partir dos resultados obtidos neste estudo conclui-se que os cirurgiões-dentistas necessitam de mais informações, capacitação e incentivo para o atendimento a indivíduos com deficiência intelectual. Ações que incluam disciplinas relacionadas a OPNE nos currículos dos cursos de graduação em Odontologia poderiam contribuir para o melhor preparo destes profissionais para o atendimento odontológico de indivíduos com deficiência intelectual.