Boris Porena e Kinder-musik: o jogo musical num contexto de aprendizagem criativa
Na busca por fundamentações que orientem uma prática musical enquanto lúdica e criativa, a presente pesquisa trata sobre a experiência musical que se deu através da vivência de três propostas elaboradas pelo compositor e educador musical italiano Boris Porena (1927), encontradas em sua obra Kinder-m...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-24082021-235734 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27158/tde-24082021-235734/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Boris Porena creative practices Educação Musical jogo musical Kinder-musik Music Education musical game práticas criativas |
| Sumario: | Na busca por fundamentações que orientem uma prática musical enquanto lúdica e criativa, a presente pesquisa trata sobre a experiência musical que se deu através da vivência de três propostas elaboradas pelo compositor e educador musical italiano Boris Porena (1927), encontradas em sua obra Kinder-musik (1973; 2017), especificamente os Giochi 1, 2 e 4 da Collezioni - 10 Giochi a Due. Teve-se por objetivos desvendar quem é Boris Porena, tratando de seus pressupostos filosóficos e como esses amparam sua prática pedagógica; apresentar a obra Kinder-musik; mostrar como ideias acerca de práticas criativas em Educação Musical, dialogam com o desenvolvimento desta pesquisa; mostrar qual definição de jogo e criatividade fundamenta este trabalho, situando as vivências aqui descritas enquanto práticas lúdicas de ensino musical; definir o termo mediação à luz L. S. Vigotski e relacioná-lo às práticas aqui descritas e vivenciadas a partir de Kinder-musik; verificar a possibilidade (ou não) de utilização dos jogos 1, 2 e 4 contidos em Kinder-musik, na coleção Dieci Giochi a Due, para a efetivação de um fazer musical tido como criativo, utilizando a flauta doce e adaptando-os quando necessário para tal fim. De natureza qualitativa (BOGDAN; BLIKEN, 1994), este trabalho se qualifica enquanto pesquisa-ação (THIOLLENT, 2009). Os dados foram coletados durante os encontros realizados pelo grupo de flauta doce FlauTear, coordenado pelo proponente desta pesquisa. Para tal, foi utilizada a técnica de observação participante, na qual o pesquisador manteve relações comunicativas com os integrantes do grupo pesquisado, sem se limitar a ser um espectador do fato estudado. Como ferramentas, utilizou-se de registros audiovisuais dos encontros realizados e de entrevista semiestruturada aplicada aos participantes, no intuito de se obter o relato das impressões desses quanto à participação nos mesmos e dos jogos realizados. O trabalho também contou com o a descrição das vivências musicais, acompanhadas das impressões do pesquisador acerca de tais momentos. A fundamentação teórica amparou as formulações conceituais a respeito de criatividade e jogo no âmbito do ensino de música, apoiando-se nas formulações de Huizinga (1993) para se compreender o jogo enquanto elemento cultural e nas proposições de Vigotski (2009), que alude a respeito da imaginação e do ato criativo no desenvolvimento do indivíduo. Além desses, outros teóricos foram utilizados, articulando aos primeiros suas ideias e ampliando a compreensão a respeito de tais conceitos. Os resultados demonstraram que a utilização de Kinder-Musik no ensino musical contribuiu de maneira significativa para o processo de desenvolvimento e aprendizagem musical dos envolvidos no fazer musical, de forma lúdica e criativa. Tem-se, ainda, que as vivências aqui descritas contribuíram para o desenvolvimento da autonomia e consciência dos envolvidos no jogo, além da ampliação do olhar para o outro, para uma educação musical que expanda horizontes para além dos limites da sala de aula, significando, de modo muito peculiar, o papel do professor enquanto mediador desse processo. |
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