A patente como fonte de informação (des)necessária para a Biotecnologia em Saúde

A biotecnologia, principalmente no âmbito da saúde, tem apresentado soluções e oportunidades para a sociedade, contribuindo para grandes desenvolvimentos científicos. Entretanto, o acelerado avanço das pesquisas tem produzido uma intensa quantidade de dados, em diferentes formatos, divulgados por di...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pimenta, Fabricia Pires
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/27061
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/27061
https://doi.org/10.1590/2318-08892017000300009
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Propriedade industrial
Fundação Oswaldo Cruz
Repositório institucional
Arca - Repositório Institucional da Fiocruz
Descripción
Sumario:A biotecnologia, principalmente no âmbito da saúde, tem apresentado soluções e oportunidades para a sociedade, contribuindo para grandes desenvolvimentos científicos. Entretanto, o acelerado avanço das pesquisas tem produzido uma intensa quantidade de dados, em diferentes formatos, divulgados por diferentes meios e, por vezes, não utilizados adequadamente pela comunidade científica. Nesse contexto, embora a patente tenha sido considerada uma excepcional fonte de informação científica e tecnológica, desconhece-se como essa tipologia tem sido explorada. O presente trabalho buscou analisar como a comunidade científica acolhe o uso de documentos de patente em seus trabalhos acadêmicos. E, para tal, analisou 556 teses/dissertações dos programas de pós-graduação da Fundação Oswaldo Cruz. Nesse universo amostral, somente 2,87% dos trabalhos acadêmicos citaram ao menos um documento de patente. Inequivocamente, observou-se que as patentes não são valorizadas pela comunidade científica como fonte para obtenção de conhecimento. A não exploração desse enorme volume de informação implica, especialmente para o Brasil, desperdício de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, ao não se apreciar o que já está posto no estado da arte, culminando em pesquisas repetidas e atraso no desenvolvimento científico e tecnológico do país. Assim, os dados alertam para a necessidade de incentivo ao uso das patentes como importante fonte de informação para a biotecnologia em saúde.