João da loca
Grito do morro ecoa: És tu, João da loca? “João da loca enlouqueceu cedo”, tecem as boas línguas João da loca é raiz que se esparrama pelo vento, é criação de minha cabeça, afirmo-me Da loca João fez morada, do mel, bebida, do gafanhoto, comida João brasileiro e bíblico misturou desilusão e fé num s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) |
| Repositorio: | Rua (Campinas. Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8670305 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rua/article/view/8670305 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | João da loca Poesia Poetry |
| Sumario: | Grito do morro ecoa: És tu, João da loca? “João da loca enlouqueceu cedo”, tecem as boas línguas João da loca é raiz que se esparrama pelo vento, é criação de minha cabeça, afirmo-me Da loca João fez morada, do mel, bebida, do gafanhoto, comida João brasileiro e bíblico misturou desilusão e fé num saco grande e pegou a estrada sem rumo João da loca amou mais que Vinicius De amor é feita a base de sua itinerância Prometeu amor zeloso a si e à mãe natureza Loco Juan, Juan loca João e sua loucura são a infinitude e a dureza, a chama e a imortalidade. Seu amor nada tem que dizer aos estúpidos sábios João da loca é a poesia em estado bruto por puríssima vontade, João da loca povoa minha ilusão infantil. Infantis são a loca, João e eu Compartilhantes do mesmo pão João repete em pouquinhos decibéis, trezentas vezes João não precisa de língua e de pai Eles nada lhe deram Não lhe deram hauser Sua loca é sua casa e seu mundo, o único que existe |
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