O uso de cobre e antibiótico como promotores de crescimento em rações para frangos de corte

Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação de citrato cúprico como uma fonte não convencional de cobre (Cu), do antibiótico comercial virginiamicina e o efeito sinérgico entre o citrato cúprico e o antibiótico, além do sulfato de cobre, como promotores de crescimento sobre o de...

Full description

Bibliographic Details
Author: Iafigliola, Márcia Christina
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2000
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20191108-122741
Online Access:https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11139/tde-20191108-122741/
Access Level:Open access
Keyword:ANTIBIÓTICOS
COBRE
DESEMPENHO
DIETA ANIMAL
ESTIMULANTES DE CRESCIMENTO ANIMAL
FRANGOS DE CORTE
RAÇÕES
TEMPERATURA RETAL
Description
Summary:Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação de citrato cúprico como uma fonte não convencional de cobre (Cu), do antibiótico comercial virginiamicina e o efeito sinérgico entre o citrato cúprico e o antibiótico, além do sulfato de cobre, como promotores de crescimento sobre o desempenho e temperatura retal de frangos de corte. O experimento foi conduzido no aviário experimental do Departamento de Produção Animal da ESALQ/USP, Piracicaba/SP. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados com cinco tratamentos e seis repetições com 40 aves por unidade experimental. As aves foram criadas em camas reutilizadas com o intuito de aumentar o desafio microbiano, simulando condições de campo. Durante o período experimental de 42 dias, as aves receberam ração baseada em milho e farelo de soja não suplementada (CONTROLE), ou essa ração adicionada de 200 mg Cu/kg na forma de sulfato cúprico (SULFATO), ou 75 mg Cu/kg na forma de citrato cúprico (CITRATO), ou 20 mg virginiamicina/kg (VM), ou 75 mg Cu/kg (citrato cúprico) + 20 mg virginiamicina/kg (CITRATO + VM). A ração farelada e a água foram fornecidas à vontade. As pesagens, medições da temperatura retal, cálculos do ganho de peso (GP), consumo de ração (CR) e a conversão alimentar (CA) das aves foram feitos semanalmente. Para fins estatísticos o período experimental foi agrupado em três fases (1-21; 22-42 e 1-42 dias de idade). As variáveis dependentes GP, CR, CA, peso vivo (PV), mortalidade + refugagem (MR) e temperatura retal (TR) foram submetidas à análise de variância pelo procedimento GLM (SAS). Não se observou efeito (P > 0,05) dos promotores de crescimento em nenhuma variável estudada na fase inicial (1-21 dias). No período de 22 a 42 dias a VM proporcionou melhora (P<0,05) na CA, da ordem de 2,7% quando comparada ao CONTROLE, porém não diferiu dos demais tratamentos (P >0,05); os tratamentos também não afetaram GP nem CR (P > 0,05). O SULFATO resultou em maior MR (5%) (P <0,05) das aves quando comparado com o CITRATO, VM e CITRATO + VM (0,83; 1,25 e 1,25%, respectivamente), porém não diferiu significativamente do CONTROLE. Considerando o período total (1-42 dias) não verificou qualquer efeito dos promotores de crescimento sobre PV, GP, CR ou CA; as aves que receberam os tratamentos SULFATO e CONTROLE apresentaram maiores MR (P <0,05) (6,25 e 3,75%, respectivamente) em comparação ao CITRATO, VM e CITRATO + VM (1,2S; 2,08 e 1,67%, respectivamente). Não foi verificado efeito sinérgico para qualquer das variáveis estudadas quando se usou CITRATO + VM. A TR apresentou diferença significativa (P <0,05) na quarta semana, sendo que o CITRATO + VM propiciou diminuição de 0,29° C quando comparado ao CONTROLE e VM, porém não diferiu dos demais tratamentos. O pequeno efeito dos promotores de crescimento observado neste estudo pode ser atribuído ao excelente desempenho das aves que receberam a dieta não suplementada. Aparentemente não se conseguiu aumentar o desafio microbiano através do uso de cama reutilizada.