Preparo e caracterização de nanocarreadores lipídicos híbridos visando a liberação controlada do herbicida atrazina
Inúmeros sistemas nanoestruturados vêm sendo desenvolvidos para o transporte e liberação modificada de defensivos agrícolas nos últimos anos. Tais sistemas vêm se mostrando uma potencial ferramenta para reduzir a toxicidade destes ingredientes ativos no ambiente, bem como vêm melhorando a eficiência...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/192544 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/192544 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Carreadores lipídicos nanoestruturados Herbicidas Liberação modificada Nanostructured lipid carriers Herbicides Controlled release |
| Sumario: | Inúmeros sistemas nanoestruturados vêm sendo desenvolvidos para o transporte e liberação modificada de defensivos agrícolas nos últimos anos. Tais sistemas vêm se mostrando uma potencial ferramenta para reduzir a toxicidade destes ingredientes ativos no ambiente, bem como vêm melhorando a eficiência de pesticidas no campo. Entretanto pouco se conhece sobre o destino, toxicidade e mecanismos de ação destes nanocarreadores no ambiente. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho foi desenvolver potenciais sistemas de liberação modificada, encapsulando o herbicida atrazina (ATZ) em carreadores lipídicos nanoestruturados (CLNs) sem e contendo nanopartículas inorgânicas (magnéticas (Fe3O4@AO) e plasmônicas (Au@CTAB)), a fim de construir um sistema de liberação marcado que possa ser rastreado, auxiliando assim em futuras análises destes nanocarreadores no ambiente. Para o desenvolvimento das nanoformulações a técnica de emulsificação/evaporação solvente foi aplicada e diversos métodos físico-químicos foram empregados para a sua caracterização. As nanoformulações permaneceram estáveis por mais de 60 dias à temperatura ambiente. Além disso, os CLNs demostraram ter índice de polidispersão (PDI) < 0,2, potencial zeta entre -5,38 ± 0,27 a -23,5 ± 1,25 mV e uma eficiência de encapsulação maior que 90 % para a ATZ. As análises de microscopia eletrônica de varredura (MEV) revelaram ausência de agregados e morfologia esférica ao sistema. Além disso, as técnicas de espectroscopia de Infravermelho (FTIR) e Raio-X (DRX) confirmaram a encapsulação da ATZ na matriz lipídica. Análises de NTA e DLS mostraram que os CLNs apresentaram tamanho médio compreendido entre 215 e 427 nm, variando conforme se associavam as nanopartículas inorgânicas. As análises térmicas de DSC demonstraram pequenas mudanças, com o encapsulamento da ATZ e com as nanopartículas inorgânicas. Os ensaios de cinética de liberação in vitro se comparado aos diferentes sistemas estudados (CLN:ATZ, CLN:ATZ_Au@CTAB e CLN:ATZ_Fe3O4@OA) houve modificação na cinética de liberação da ATZ, porém todos apresentaram liberação modificada através do mecanismo de transporte super caso-II, que consiste em fenômenos de inchamento/relaxamento da matriz lipídica. Avaliou-se também o efeito herbicida dos diferentes CLNs contendo ATZ em planta aquática (Lemna valdiviana), e observou-se que as formulações foram mais efetivas que a ATZ pura. Assim, esses sistemas permitem a redução da dose de herbicida, e abrem novas perspectivas para a compreensão do destino e comportamento destes nanocarreadores no ambiente, uma vez que podem ser rastreados devido a presença de nanopartículas inorgânicas. |
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