Da bio à tanatopolítica: extermínio e seletividade do direito à vida da juventude negra, pobre e periférica da cidade do Rio de Janeiro

O presente trabalho pretende analisar o extermínio da juventude negra, pobre e periférica da cidade do Rio de Janeiro tendo como fio condutor desta análise a obra biopolítica de Michel Foucault e a tanatopolítica de Giorgio Agamben. Através de uma imersão na história do Brasil sob o ponto de vista d...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pinto, Anna Carolina Cunha
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/21551
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/21551
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Biopolítica
Tanatopolítica
Necropolítica
Extermínio da juventude negra
Auto de resistência
Filosofia política
Juventude
Negros
Discriminação racial
Genocídio
Biopolitics
Tanatopolitics
Necropolitics
Extermination of black youth
Register of resistance
Descrição
Resumo:O presente trabalho pretende analisar o extermínio da juventude negra, pobre e periférica da cidade do Rio de Janeiro tendo como fio condutor desta análise a obra biopolítica de Michel Foucault e a tanatopolítica de Giorgio Agamben. Através de uma imersão na história do Brasil sob o ponto de vista daqueles que, ainda hoje, são oprimidos busca-se compreender a origem e as causas deste extermínio em perspectiva decolonialista. Além disto, analisamos, à luz da criminologia crítica, discursos legitimantes para a suspensão dos direitos de uma parte da população e, através de dados oficiais e não oficiais, procuramos não só confirmar a hipótese de um extermínio de pessoas negras, pobres e periféricas em curso no Brasil, mas, também, relatar um perfil mais apurado de quem são aqueles cujas vidas são nuas, isto é, despidas de direitos