My dear: endereçamento, corpo e desejo na poesia de Ana Cristina Cesar e Maria Isabel Iorio
A presente dissertação investiga, à luz de teorias sobre a subjetividade lírica e da teoria queer, aliadas ao estudo de literatura, interseções entre as obras de Ana Cristina Cesar e Maria Isabel Iorio, sobretudo no que tange à relação entre poesia, corpo e endereçamento. Da primeira, destacam-se os...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/28821 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/28821 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ana Cristina Cesar Maria Isabel Iorio Poesia brasileira Endereçamento Corpo Desejo Subjetividade Autoria feminina Teoria Queer Cesar, Ana Cristina, 1952-1983 Subjetividade na literatura Brazilian poetry Adressing Body Desire Subjectivity Woman’s writing Queer theory |
| Sumario: | A presente dissertação investiga, à luz de teorias sobre a subjetividade lírica e da teoria queer, aliadas ao estudo de literatura, interseções entre as obras de Ana Cristina Cesar e Maria Isabel Iorio, sobretudo no que tange à relação entre poesia, corpo e endereçamento. Da primeira, destacam-se os poemas e prosas poéticas reunidas em Poética (Companhia das Letras, 2013) e os artigos e textos críticos reunidos em Crítica e tradução (Companhia das Letras, 2016); e, da segunda, os livros Em que pensaria se estivesse fugindo (Urutau, 2016) e Aos outros só atiro o meu corpo (Urutau, 2019). Nossa leitura se propõe também a (re)pensar parte da fortuna crítica sobre Ana C., ao mesmo tempo que busca identificar as especificidades da poesia de Iorio. Para tanto, interessa perceber, em primeiro lugar, as diferentes estratégias de endereçamento nessas poéticas: as cartas e e-mails publicados como poemas, os vocativos, as perguntas sem resposta, as epígrafes, as dedicatórias... E, em segundo, compreender como a prática de uma poesia performada na direção do leitor, que com ele conversa, passa pelos afetos, potências e políticas do corpo. Trata-se também de investigar como se apresentam as ambiguidades e hibridizações de gêneros (textual, sexual) e de perceber como as hibridizações formais operadas por essas poéticas, ao mesclar diversos gêneros textuais a desenhos, por exemplo, se relacionam com a performance de uma poesia endereçada. Ensejamos, assim, certa fricção entre essas poéticas a fim de que, “lubrificando passagens ressentidas”, para lembrar Ana C., percebamos melhor a relação triangular que ambas estabelecem entre autoras, textos e leitoras. |
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