Rosto e ética no pensamento de Emmanuel Levinas

O presente trabalho tem por objetivo descrever, a partir do pensamento de Emmanuel Levinas (1906-1995), a relação com o rosto de outrem como ética. O fio condutor deste trabalho é a leitura levinasiana da idéia de infinito na qual é vislumbrada a possibilidade de descrever um evento não pautado na a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Tahim, Demetrius Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/2787
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2787
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:FILOSOFIA FRANCESA
LEVINAS, EMMANUEL - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
ÉTICA
ONTOLOGIA
OUTRO (FILOSOFIA)
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem por objetivo descrever, a partir do pensamento de Emmanuel Levinas (1906-1995), a relação com o rosto de outrem como ética. O fio condutor deste trabalho é a leitura levinasiana da idéia de infinito na qual é vislumbrada a possibilidade de descrever um evento não pautado na abertura do ser nem como representação do eu transcendental. A descrição da idéia do infinito indica a relação com algo absolutamente exterior àquele que o pensa, assim como atesta uma abissal distância entre o pensador e o pensado. Levinas utiliza-se da estrutura formal desta idéia para descrever a relação com outrem, a concretude da idéia do infinito produz-se na relação social que é mantida com o rosto de outrem. O delineamento dessa relação apresenta o eu como acolhedor deste rosto descrito como absolutamente outro. Apenas a presença de outrem interpela o eu, confrontando o seu livre e arbitrário movimento de apropriação e posse. Esta impugnação da liberdade do eu por outrem será chamada de ética e afirma a anterioridade da justiça em relação à liberdade e, destarte, a ética como anterior à ontologia. Os desdobramentos dessa relação primeira face a face serão discutidos no texto tendo como ponto de partida a história da filosofia dando ênfase, principalmente, à crítica a ontologia fundamental proposta por Heidegger. Pretende, com isso, mostrar que a relação com o rosto não se engloba na abertura do ser e, além disso, é fonte de sentido e capaz de promover a justiça na humanidade como acolhimento da diferença.