| Sumario: | Este estudo busca uma caracterização da atividade de ensino da lógica, que contemple o ensino da lógica enquanto elemento indispensável para o desenvolvimento da racionalidade humana; enquanto técnica para solução de problemas cotidianos; e enquanto locus de reflexões filosóficas frutíferas. Assim, dividiremos a argumentação em três partes. A primeira discute a competência fundamental para o sucesso da aprendizagem e aplicação prática da lógica, o pensar crítico. Para isto, seguiremos a definição de Jennifer W. Mulnix e outros autores (Vaughn, Willingham e Elder), pois entendem que a lógica se apresenta como condição necessária para o desenvolvimento e retroalimentação da competência do pensar crítico. A segunda expõe a estratégia de ensino da lógica na filosofia, relatada por Sam Hiller, que julgamos ser útil, pois se ocupa em usar a lógica para desenvolver o pensar crítico, com ênfase na solução de problemas cotidianos. Na terceira parte, usando a distinção saber que e saber como, e a diferença epistemológica entre experiência da lógica e experiência na lógica, exploraremos elementos propriamente filosóficos, omitidos pelos autores citados, com o objetivo de apontar dois temas fundamentais, que completam o quadro de ensino da lógica na filosofia: os pressupostos epistêmicos da lógica e sua dimensão histórico-filosófica.
|