Tolerância de genótipos de maracujazeiro-azedo a salinidade da água de irrigação sob adubação potássica.

A região semiárida do Brasil se destaca na produção de maracujazeiro-azedo, contudo, nestas áreas é comum na irrigação o uso de águas com elevados teores de sais, que é fator responsável pela limitação no crescimento, desenvolvimento e produção das culturas. Nesse sentido, o uso de estratégias de ma...

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Detalles Bibliográficos
Autor: PAIVA, Francisco Jean da Silva.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/40342
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/40342
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Nutrição de plantas
Estresse abiótico
Passiflora edulis Sims
Plant nutrition
Abiotic stress
Gestão de Recursos Naturais
Descripción
Sumario:A região semiárida do Brasil se destaca na produção de maracujazeiro-azedo, contudo, nestas áreas é comum na irrigação o uso de águas com elevados teores de sais, que é fator responsável pela limitação no crescimento, desenvolvimento e produção das culturas. Nesse sentido, o uso de estratégias de manejo, como a complementação da adubação potássica e a utilização de genótipos tolerantes à salinidade são técnicas que podem otimizar a produção da cultura nessas regiões. Por isso, objetivou-se avaliar a tolerância de genótipos de maracujazeiro-azedo à salinidade da água de irrigação sob adubação potássica em condições do semiárido Paraibano. A pesquisa constituiu-se de duas etapas, desenvolvidas em vasos adaptados como lisímetros de drenagem sob condições de campo, na fazenda experimental do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande, São Domingos, Paraíba. Foi utilizado o delineamento de blocos casualizados em ambos os experimentos. Na primeira etapa foi adotado o esquema fatorial 5 × 3, sendo cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação - CEa (0,3; 1,1; 1,9; 2,7 e 3,5 dS m-1) e três genótipos de maracujazeiro-azedo (Gigante Amarelo – ‘BRS GA1’; Sol do Cerrado – ‘BRS SCS1’ e Catarina – ‘SCS 437 Catarina’). Na segunda etapa, foi utilizado o genótipo BRS Sol do cerrado (por ter sido o que apresentou maior tolerância ao estresse salino na primeira etapa), adotando o esquema fatorial 5 × 4, sendo os mesmos níveis de CEa de irrigação da etapa I, e quatro doses de potássio - DK (60; 80; 100 e 120% da recomendação de K2O). Os dados permitiram concluir que, a salinidade da água a partir de 0,3 dS m-1 reduziu o conteúdo relativo de água, as trocas gasosas e elevou o extravasamento de eletrólitos no limbo foliar, aos 154 dias após o transplantio. Os genótipos ‘BRS Gigante Amarelo’, ‘BRS Sol do Cerrado’, e ‘SCS 437 Catarina’ foram classificados como sensíveis ao estresse salino, sendo os níveis de salinidade limiar da água de 0,3; 1,0 e 0,3 dSm-1, respectivamente. O incremento da salinidade da água de irrigação reduziu o número e a produção de frutos por planta dos genótipos. O genótipo ‘BRS Sol do Cerrado’ apresentou a menor redução da produção relativa em função do incremento dos níveis de salinidade da água de irrigação, também foi constatado aumento nos teores de sódio e cloreto no caule e folhas das plantas de xvii maracujazeiro-azedo com o incremento nos níveis de CEa. Além disso, os teores de nutrientes nas folhas e caules variaram seguindo a mesma ordem de concentração N>Cl>P>Na>K, em função do aumento da condutividade elétrica da água de irrigação, aos 160 dias após o transplantio. Quanto a qualidade pós-colheita, a irrigação com água com condutividade elétrica de 2,7 dS m-1 associada a adubação de 60 e 80% de K2O, aumentou o teor de sólidos solúveis totais e o teor de ácido ascórbico nos frutos de maracujazeiro-azedo ‘BRS Sol do Cerrado’.