Revolução e democracia: vivências e representações (1960-1980)
Este estudo teve por objetivo analisar como, no contexto da Guerra Fria, o comunismo de extração marxista-leninista foi sendo identificado às formas políticas totalitárias por representações circulantes em nível internacional e nacional e como a questão democrática ganhou proeminência no interior do...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22042013-102258 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-22042013-102258/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Anti-communism Anticomunismo Communism Comunismo Democracia Democracy Representações Representations Revolução Revolution |
| Sumario: | Este estudo teve por objetivo analisar como, no contexto da Guerra Fria, o comunismo de extração marxista-leninista foi sendo identificado às formas políticas totalitárias por representações circulantes em nível internacional e nacional e como a questão democrática ganhou proeminência no interior do movimento comunista no Brasil, com destaque para o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Na década de 1960, movimentos de contra cultura e lutas sociais das esquerdas se contrapuseram ao golpe civil-militar acirrando ainda mais os conflitos entre as classes no Brasil. Tendo como fontes primárias documentos produzidos pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), acrescidos de processos-crime, jornais do período e de entrevistas realizadas, relativas à atuação dos comunistas e dos movimentos cultural e estudantil que tomou corpo na região de Londrina, Paraná, procedemos à análise das representações sobre o comunismo e o PCB ali consignadas, considerando os sujeitos e as condições na quais foram produzidas. Verificamos então como o partido foi paulatinamente assumindo a questão democrática pelas experiências históricas e crises que se instauraram em seu interior, situação explicitada na Declaração de Março de 1958. Finalmente, a experiência de integrantes do Comitê Central do Partido no exílio, em meados da década de 1970, introduziu a polêmica no interior do PCB, o qual incorporou as discussões do marxista Antonio Gramsci levadas a cabo principalmente pelos partidos comunistas italiano, francês e espanhol, de um lado, na vertente denominada eurocomunismo e, de outro, nas frações do partido que buscavam interpelar a questão da democracia valendo-se do pensamento gramsciano mas, preservando contudo, a tradição marxista-leninista. As duas vertentes nascidas do debate tinham como principais divergências as interpretações da relação entre democracia e socialismo. O ponto de convergência foi a necessidade de superação da regulação social pelo mercado como sendo um elemento incompatível com a ampliação e aprofundamento da democracia. |
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