Tradição e modernidade em Gota d’água, de Chico Buarque e Paulo Pontes
A produção artística realizada no Brasil na segunda metade do século XX foi fortemente marcada por um teor crítico, fruto do contexto histórico vivido pelo país a partir de 1964, ano em que ocorreu o golpe militar. Entre os que participaram ativamente de todo o movimento cultural do período, estão C...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/21029 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/21029 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dramaturgy Tragedy Intertextuality Dramaturgia Tragédia Intertextualidade Buarque, Chico, 1944. – Crítica e interpretação Pontes, Paulo, 1940-1976. - Crítica e interpretação Buarque, Chico, 1944. - Gota d’água: uma tragédia brasileira Pontes, Paulo, 1940-1976. - Gota d’água: uma tragédia brasileira Literatura e sociedade Política na literatura Poder (Ciências sociais) na literatura LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA COMPARADA |
| Sumario: | A produção artística realizada no Brasil na segunda metade do século XX foi fortemente marcada por um teor crítico, fruto do contexto histórico vivido pelo país a partir de 1964, ano em que ocorreu o golpe militar. Entre os que participaram ativamente de todo o movimento cultural do período, estão Chico Buarque de Hollanda, que atua não só na música, como também na literatura e no teatro, e Paulo Pontes, um dos dramaturgos que fundaram o grupo de teatro Opinião. O trabalho desses dois autores apresenta uma forte face política, caracterizando-se pela crítica e pela expressão de um tempo em que a resistência se fazia necessária frente à repressão. Gota d’água: uma tragédia brasileira (1975), fruto de uma parceria entre ambos, recorre ao texto clássico Medeia, de Eurípides, para, por meio do processo de intertextualidade, retratar a sociedade brasileira do século XX. Ambientada no subúrbio carioca, a obra apresenta Joana, uma mulher que sofre as mazelas advindas de relações opressoras. Ao ser deixada por Jasão, autor do samba “Gota d’água”, passa a ser movida pelo impulso da vingança, o que acarreta o assassinato de seus filhos e o seu suicídio. Paralelo a isso, um outro núcleo narrativo envolve Creonte, pai da noiva de Jasão e proprietário dos imóveis onde moram Joana e outros personagens, representando a figura detentora de poder na comunidade. Repleta de simbolismos, a obra de Buarque e Pontes aponta para traços da sociedade que se mantêm presentes e que necessitam ser discutidos. Assim, é partindo do pressuposto de que toda obra literária mantém relações intertextuais com outras obras que o presente trabalho se desenvolve, propondo uma investigação em torno das aproximações e disparidades entre a tradição e a modernidade manifestadas no texto de Buarque e Pontes. Nesse sentido, este estudo busca apresentar uma reflexão teórica acerca de alguns conceitos e ideias fundamentais aos estudos literários, relacionando-os ao texto de Gota d’água. Para tanto, representando os eixos tradição e modernidade, baseamo-nos nos pensamentos de Platão, Aristóteles, Immanuel Kant, Friedrich Hegel e Friedrich Nietzsche a fim de traçar percursos teóricos e refletir sobre o quanto do passado se faz presente na obra em questão |
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