Laços de família: incesto e homossexualidade no cinema brasileiro da década de 2000
A presente dissertação tem como objetivo tratar das representações e repercussões de personagens homossexuais protagonistas no cinema brasileiro durante a década de 2000. Para o escopo do trabalho, analiso dois filmes realizados no período: A Festa da Menina Morta (2008), dirigido por Matheus Nachte...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/15765 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/15765 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sociologia Cinema Incesto Homossexualidade Cinema Brasileiro Brazilian Cinema Incest Homosexuality |
| Sumario: | A presente dissertação tem como objetivo tratar das representações e repercussões de personagens homossexuais protagonistas no cinema brasileiro durante a década de 2000. Para o escopo do trabalho, analiso dois filmes realizados no período: A Festa da Menina Morta (2008), dirigido por Matheus Nachtergaele e Do Começo ao Fim (2009), de Aluizio Abranches. Ambas as obras possuem como elemento central de suas narrativas práticas homoafetivas entre parentes consanguíneos. Sustento que em tais películas, o tabu do incesto, prática considerada abjeta, social e moralmente condenável, é tratado num esforço contínuo em torná-lo palatável ao espectador - seja na extrema beleza dos atores, na estética fílmica clean e asséptica, na inexistência de conflitos entre o casal e demais membros da família; seja nas interfaces entre sexualidade/religiosidade, santidade/luto/expurgação, recursos estilísticos contemplativos e experimentais; demonstrando, assim, uma “cosmética” do incesto. Por meio de dados coletados em entrevistas, análise fílmica e críticas cinematográficas veiculadas no jornal “O Globo”, sobreponho beleza e abjeção, o grotesco e o sublime, para versar acerca das imbricações entre antropologia e cinema, homossexualidade e incesto, natureza e cultura. |
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