Vocabulário têxtil na língua portuguesa do Brasil Colônia: tessituras histórico-linguísticas
As denominações têxteis veiculadas nos textos referentes ao Brasil no período colonial figuram um rico repertório que nos instigou a perscrutá-las na memória lexical e lexicográfica da língua portuguesa. Valendo-nos do corpus do “Dicionário Histórico do Português do Brasil – séculos XVI, XVII e XVII...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2020 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UNESP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/204160 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/11449/204160 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Léxico Vocabulário têxtil Dicionários Campos lexicais História Lexicon Textile vocabulary Dictionaries Lexical fields History |
| Summary: | As denominações têxteis veiculadas nos textos referentes ao Brasil no período colonial figuram um rico repertório que nos instigou a perscrutá-las na memória lexical e lexicográfica da língua portuguesa. Valendo-nos do corpus do “Dicionário Histórico do Português do Brasil – séculos XVI, XVII e XVIII” (DHPB), por meio dos recursos do gerenciador Philologic, inventariamos 166 unidades lexicais, simples e sintagmáticas, relativas a tecidos e a confecções (feito de/com tecido), no intento de registrar, investigar e apresentar um vocabulário têxtil e seus aspectos léxico-semânticos, bem como dar a conhecer fatos histórico-culturais apreendidos nesse percurso. O banco de dados do DHPB é uma obra documental construída com o propósito de registrar um repertório lexical da língua portuguesa no Brasil Colônia. Para descrição e análise dos itens lexicais inventariados, elaboramos o cotejo lexicográfico com dicionários dos séculos XVIII, XIX, XX e XXI. Embasados em Coseriu (1977), Geckeler (1976) e Vilela (1994), mediante análise das definições lexicográficas cotejadas, identificamos os traços distintivos para estabelecer as relações de oposição entre os lexemas e os reunimos em zonas de significação contínua comum. Dessa forma, no macrocampo “tecidos”, circunscrevemos os microcampos “tecidos finos” e “tecidos grosseiros” e, no macrocampo “confecções”, os microcampos “alfaias têxteis”, “armações”, “estofados”, “insígnias”, “jaezes”, “roupas de cama” e “velas náuticas”. As unidades lexicais algodão, lã, linho e seda compuseram categoria separada em razão da polissemia e da abrangência dos significados. As unidades lexicais não conformadas nos microcampos retrocitados foram organizadas em categorias pelos seguintes critérios: denominações de tecidos de composição única; denominações de tecidos de composição vária; denominações de panos e toalhas; denominações cromáticas e denominações indefinidas. Os dados analisados demonstraram o caráter expansivo do vocabulário dos tecidos e, respeitante às confecções, refletiram certa estabilidade. Assim, acentuamos o fato de os tecidos serem artigos propensos a (re)criações a partir de uma profusão de artifícios e técnicas. Para conformar toda essa riqueza no seu acervo lexical, a língua tem expedientes morfológicos, semânticos, cognitivos (metáfora e metonímia), neológicos, terminológicos, entre outros. Os microcampos relativos a “confecções” contemplaram denominações que reportam a múltiplas esferas do viver quotidiano público e privado no arco temporal abrangido. A investigação dessa parcela do léxico do português atualizada e atestada nos textos do corpus do DHPB deu-nos uma amostra das tessituras histórico-linguísticas, bem como das categorias e subcategorias cognitivas que o ser humano, linguisticamente, elabora e reformula em sociedade ao longo dos séculos. |
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