Projeto de vida: realidades e expectativas de jovens indígenas kayabi/kawaiweté no município de Juara do estado do Mato Grosso
O Novo Ensino Médio foi aprovado legalmente, de forma compulsória, por meio da Lei nº 13.415/2017, e deverá ser implementado totalmente em todas as escolas brasileiras até o ano de 2024. Nesse âmbito, a legislação que norteia a proposta do Novo Ensino Médio acena para uma discussão voltada para a qu...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/242528 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/242528 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Indígena Juventude Escola indígena Intercultural Indigenous Youth Indigenous school |
| Sumario: | O Novo Ensino Médio foi aprovado legalmente, de forma compulsória, por meio da Lei nº 13.415/2017, e deverá ser implementado totalmente em todas as escolas brasileiras até o ano de 2024. Nesse âmbito, a legislação que norteia a proposta do Novo Ensino Médio acena para uma discussão voltada para a qualidade da educação, expandindo horizontes para a universalização dessa etapa de ensino, a qual possui um olhar para o protagonismo juvenil. O componente curricular Projeto de Vida, por exemplo, é evidenciado, na nova proposta, como elemento norteador para que o jovem exerça esse protagonismo tomando decisões e se responsabilizando por elas. Da mesma maneira, na proposta do Novo Ensino Médio, é apresentada a Escola Intercultural Diferenciada Indígena no estado de Mato Grosso, não considerando o protagonismo indígena na sua elaboração, exteriorizando um currículo monocultural e colonizador. Diante do exposto, esta pesquisa possui como objetivo geral conhecer os projetos de vida, as realidades e as expectativas dos jovens indígenas estudantes do Ensino Médio da etnia Kawaiweté/Kayabi aldeia Tatuí, de Juara/MT. Para responder as questões de investigação, optou-se por uma pesquisa de abordagem qualitativa, bibliográfica e etnográfica em educação. Como forma de coleta de dados da pesquisa bibliográfica, realizouse uma investigação acerca da temática abordada em revistas científicas, na base de dados, em legislações e a partir de livros. Para a pesquisa etnográfica em educação, utilizou-se a entrevista e o diário de bordo. Foram entrevistados 8 jovens os quais acenam para a concepção de projeto de vida, conforme proposto por Willian Damon (2009), pois consideram, ao pensar seus projetos de vida, um desejo para além do eu, um anseio em contribuir com o bem da sua comunidade. Acenam, desse modo, como fonte de apoio para a realização de seus projetos de vida, a família e a escola, os quais ensinam, desde a infância, os elementos necessários para a construção do seu futuro: valores morais, éticos e pensamento em coletividade. Tais sujeitos almejam, assim, deixar um legado para as sociedades indígenas e não indígenas a partir de vivências realizadas no presente e a partir das aprendizagens herdadas pelos seus ancestrais. As especificidades e os valores da cultura da juventude Kawaiweté/Kayabi são elementos discutidos pelas famílias já na infância e trabalhados na escola por meio de um currículo intercultural, considerando as narrativas e os saberes sociais e etnopolíticos da comunidade indígena e não indígena. Para os professores da comunidade, o novo Ensino Médio ainda não é cogitado na comunidade, visto que relatam que a Educação Escolar Indígena é uma luta dos povos originários para que ela realmente se efetive na prática, pois, ainda, se limitam as redações existentes nas legislações. |
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