Soluções hipertônicas para reanimação de pacientes em choque

O uso de soluções hipertônicas para reanimação de pacientes em choque é um conceito relativamente novo. Baseou-se originalmente na idéia de que uma expansão volêmica significativa podia ser obtida às custas de um volume relativamente diminuto de infusão, aproveitando a propriedade física de osmose....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Rocha-e-Silva, Mauricio, Poli de Figueiredo, Luiz F.
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Clinics
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/17423
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/clinics/article/view/17423
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Shock therapy
Hemorrhage
Hypertonic saline
Immune circulation
Descripción
Sumario:O uso de soluções hipertônicas para reanimação de pacientes em choque é um conceito relativamente novo. Baseou-se originalmente na idéia de que uma expansão volêmica significativa podia ser obtida às custas de um volume relativamente diminuto de infusão, aproveitando a propriedade física de osmose. Logo ficou claro que a capacidade fisiológica de produzir vasodilatação, compartilhada por todas as soluções hipertônicas, seria valiosa para reperfundir territórios tornados isquêmicos pelo choque, embora os malefícios da seqüência isquemia - reperfusão devessem ser considerados. Pesquisa subseqüente revelou propriedades antes insuspeitadas da reanimação hipertônica. Verificou-se que este procedimento revertia instantaneamente o edema endotelial e de hemácias, com importantes conseqüências em termos de circulação capilar. Mais recentemente, um conjunto de efeitos da hipertonicidade sobre o sistema imune vem sendo estudado, mas as possíveis implicações destas descobertas em relação ao cenário clínico ainda suscitam discussão. As soluções hipertônicas estão em uso em algumas partes do mundo, apesar de objeções levantadas contra tal uso, em virtude de dados experimentais derivados de experimentos de hemorragia não controlada. Tais objeções não parecem se justificar em face dos resultados obtidos numa série de ensaios clínicos e no uso corrente destas soluções. Esta revisão procura cobrir um pouco da história, remota e recente, deste campo do conhecimento.