Apreender a negatividade e destruir as máquinas mitológicas: linguagem, tempo e política a partir da troca de cartas entre Agamben e Jesi

A partir da troca de cartas entre Giorgio Agamben e Furio Jesi ao longo dos anos 1970, o presente ensaio procura mapear as relações e conexões entre os autores, sobretudo no que diz respeito à questão da negatividade e do mito. Num primeiro momento, situa a produção de Agamben imediatamente posterio...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Honesko, Vinícius Nicastro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:(Des)troços - Revista de pensamento radical
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufmg.br:article/57013
Acceso en línea:https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/57013
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Agamben
Furio Jesi
negatividade
máquina mitológica
Jesi
negativity
mythological machine
Descripción
Sumario:A partir da troca de cartas entre Giorgio Agamben e Furio Jesi ao longo dos anos 1970, o presente ensaio procura mapear as relações e conexões entre os autores, sobretudo no que diz respeito à questão da negatividade e do mito. Num primeiro momento, situa a produção de Agamben imediatamente posterior ao epistolário com Jesi para, em seguida, explorar como a relação entre eles consolida-se por meio da troca de textos e aferições de proximidades teóricas. Na sequência, aborda alguns pontos centrais no pensamento de ambos: a questão da negatividade e do inapreensível, no caso de Agamben, e, em Jesi, o problema da máquina mitológica e do vazio. Aponta, então, como há uma conexão intrínseca entre ambos por meio da leitura de Walter Benjamin. Por fim, apresenta como a filosofia de Agamben posterior à morte de Jesi carrega marcas indeléveis do pensamento do amigo de cartas.