Conflitos sociopolíticos, recursos hídricos e programa um milhão de cisternas na região semiárida da Paraíba

Nosso objetivo principal neste artigo é o de analisar a implementação das tecnologias de cisternas de placas na região semiárida da Paraíba, com foco no Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), discutindo em que medida o mesmo contribuiu para a sustentabilidade hídrica para as comunidades rurais atin...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Jairo Bezerra, Guerra, Lemuel Dourado, Ioris, Antonio Augusto, Gomes, Ramonildes Alves
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Novos Cadernos NAEA (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.ufpa.br:article/2004
Acceso en línea:https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/2004
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cisternas de Placa; Recursos Hídricos; Ideologia
Descripción
Sumario:Nosso objetivo principal neste artigo é o de analisar a implementação das tecnologias de cisternas de placas na região semiárida da Paraíba, com foco no Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), discutindo em que medida o mesmo contribuiu para a sustentabilidade hídrica para as comunidades rurais atingidas. Nosso objeto empírico foi o município de Catolé do Rocha-PB, sendo feita entrevistas com beneficiários e coordenadores do programa analisado. Com base no observado, as principais conclusões são as a seguintes: a) a proposta de implantação das cisternas pela ASA implica um alto custo econômico para os ‘beneficiários’; b) o programa produz e reproduz as relações do clientelismo político, as quais são (re)significadas; c) o P1MC representa uma estratégia ineficiente no que tange à melhoria do acesso e uso à água na região estudada, sendo a substituição da indústria do carro-pipa por uma política de cunho universalista ainda é algo distante de ser materializado; e, por fim, d) o P1MC contribui para reforçar a ideologia da naturalização da ‘escassez’ de água na região Nordeste, sendo seu custo social invisível aos beneficiários do programa.