MATOPIBA: uma nova fronteira agrícola ou um reordenamento geográfico do agronegócio e dos espaços produtivos de "cerrados"?

Os espaços territoriais com áreas do bioma cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins , Piauí e Bahia, foram denominados MATOPIBA em referência ao acrônimo dos estados com áreas de chapada. Neles predominava até recentemente uma estrutura agrária de ocupação econômica pela pecuária extensiva, combin...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Clóvis Caribé Menezes dos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/8735
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/8735
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cerrados
MATOPIBA
Fronteira
Espaço
Território
Descripción
Sumario:Os espaços territoriais com áreas do bioma cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins , Piauí e Bahia, foram denominados MATOPIBA em referência ao acrônimo dos estados com áreas de chapada. Neles predominava até recentemente uma estrutura agrária de ocupação econômica pela pecuária extensiva, combinada com agricultura mercantil simples e extrativismo dirigido à exportação. Situados em solos de elevada aptidão par a o cult ivo, p assaram a ser considerados a mais recen te fr ontei ra agrícola brasileira Nesses espaços foram implementados, historicamente, uma série de programas especiais e de inversões por parte do Estado que contribuíra m, de forma decisiva, para a sua expansão agrícola. O principal desses programas foi o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados PRODECER que, em sua segunda edição, a partir de 1985, ampliou sua área de atuação, incorporando os cerrados da região oeste do Estado da Bahia e os cerrados dos estados do Tocantins e do Maranhão. O objetivo central desse artigo é ressaltar as profundas transformações da base técnica que ocorrem nos cerrados dos quatro estados, onde, seguindo os princípios norteadores do PRODECER, ganharam relevância a partir do início da primeira década do ano 2000 e passaram a significar sinônimo e possibilidade de grandes investimentos públicos e privados, nacionais e internacionais, no setor agrícola da economia nacional. Trata-se do principal espaço de transformações no setor rural brasileiro no início do Séc. XXI e um dos principais alvos da cobiça do agronegócio globalizado, em que são explícitos os processos econômicos associativos e estratégicos do capital financeiro na perseguição do lucro e da renda da terra, sob o patrocínio de políticas de estado.