Avaliação do tratamento com N-acetilcisteína nas manifestações comportamentais e histológicas causadas pela pilocarpina

Introdução: A epilepsia é a disfunção neuronal mais comum na clínica neurológica, afeta mais de 65 milhões de pessoas no mundo. A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais prevalente em adultos, acometendo 40% dos casos. A esclerose hipocampal é a alteração histopatológica mais comum na ELT, c...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Patsis, Vassiliki de Brito [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/47933
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3069322
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47933
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Temporal lobe epilepsy
Pilocarpine
Acetylcysteine
Hippocampus
Antioxidant
Epilepsia do lobo temporal
Pilocarpina
Acetilcisteína
Hipocampo
Antioxidantes
Descripción
Sumario:Introdução: A epilepsia é a disfunção neuronal mais comum na clínica neurológica, afeta mais de 65 milhões de pessoas no mundo. A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais prevalente em adultos, acometendo 40% dos casos. A esclerose hipocampal é a alteração histopatológica mais comum na ELT, caracterizada por perda celular no hipocampo (CA1, CA3 e hilo), gliose, dispersão de células granulares e rebrotamento de fibras musgosas. O aumento do cálcio intracelular tem sido associado com fatores envolvidos com neurodegeneração causada por crises, incluindo produção de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio e estresse oxidativo. O controle do estresse oxidativo por meio do uso de antioxidantes pode representar uma forma terapêutica complementar no processo epileptogênico. A N-acetilcisteína (NAC) é um antioxidante derivado do aminoácido L-cisteína, usada habitualmente na clínica como desintoxicante de paracetamol. A NAC age restaurando o nível de glutationa reduzida (GSH), importante antioxidante endógeno, que pode modular o glutamato, agentes neurotróficos e inflamatórios. Pouco se sabe sobre o efeito da NAC na epilepsia. A Pilocarpina (Pilo) é um agonista colinérgico que mimetiza a epilepsia lesional em ratos. Objetivos: O presente estudo avaliou o efeito do tratamento com a NAC, considerando suas propriedades antioxidantes, no processo epileptogênico causado pela aplicação sistêmica de Pilo. Métodos: Ratos Wistar, machos, adultos com dois meses de idade, pesando cerca de 300g, foram submetidos ao modelo da Pilo, (360mg/kg, intraperitoneal) e tratados com NAC ad libitum (v.o) durante 8 semanas. A NAC foi administrada por gavagem. (24mg/dia) por 7 dias, e ad libitum em água de beber (600mg/L) durante as 7 semanas seguintes. Os grupos do estudo foram: Salina-Água, Salina-NAC, Pilo-Água e Pilo-NAC. A análise comportamental foi feita por videomonitoramento para verificar a quantidade e intensidade das crises durante as 7 semanas. O Fluoro Jade-B (FJ-B) foi usado como marcador de neurônios em degeneração nos subcampos do hipocampo. A quantificação de radicais livres e antioxidantes foi feita no hipocampo por meio da mensuração do NO, do MDA, da GSH e da GSH-total. Resultados: Houve uma redução da frequência de crises nos ratos Pilo-NAC quando comparados ao Pilo-Água. Na análise histológica constatou-se neurodegeneração em CA1, CA3 e hilo, sendo significante em CA1 nos animais Pilo (Pilo-Água e Pilo-NAC) e a NAC não alterou este padrão de perda celular. Houve normalização dos níveis de NO e MDA com tratamento da NAC comparado ao grupo Pilo-Água. Não houve diferença estatística na dosagem de GSH entre os grupos estudados. Conclusões: O estudo mostrou que a NAC normaliza os níveis de NO e MDA, mas não é capaz de impedir a neurodegeneração hipocampal causada pela Pilo. Contudo, a melhora no quadro comportamental faz com que a NAC possa ser considerada uma possível terapia complementar no tratamento de epilepsias.