Dimensionamento das perdas de vida selvagem em incêndios florestais amazônicos no município de Humaitá

No município de Humaitá em 2022 os índices são um recorde de focos de calor, segundo dados históricos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que registrou 1175 focos de calor ativos. No Brasil, a maior parte dos trabalhos realizados sobre o fogo aborda questões relacionadas à adaptação...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Freitas, Thayse do Socorro Muniz de, http://lattes.cnpq.br/9494377899564585
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/9963
Acesso em linha:https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9963
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Incêndios florestais - Humaitá (AM)
Desmatamento - Amazônia
Animais silvestres - Proteção
CIENCIAS BIOLOGICAS: ZOOLOGIA: ZOOLOGIA APLICADA: CONSERVACAO DAS ESPECIES ANIMAIS
Incêndio Florestal
Fauna
Queimada
Fogo
Vida Selvagem
Descrição
Resumo:No município de Humaitá em 2022 os índices são um recorde de focos de calor, segundo dados históricos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que registrou 1175 focos de calor ativos. No Brasil, a maior parte dos trabalhos realizados sobre o fogo aborda questões relacionadas à adaptação das plantas aos efeitos do fogo, dinâmica de nutrientes e descrição do comportamento do fogo. Assim, é necessário entender onde e quando ocorrem os incêndios florestais, e suas principais causas, porque, ao se conhecerem estes fatores, pode-se estabelecer um meio eficaz para precaver ou minimizar suas consequências sobre a fauna. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo identificar as causas dos incêndios florestais/queimada, e estimar o número de animais mortos por esses riscos naturais/antropogênico no município de Humaitá no período de 2018 a 2022. Para isto, a pesquisa realizou entrevistas semiestruturadas e um questionário, utilizando uma técnica inovadora que consiste em uma síntese de amostragem “snowball” (“Bola de Neve”). Entre 2018 e 2022, foram registradas 528 ocorrências pelo corpo de bombeiros. Os resultados mostraram que 88% das áreas afetadas ocorreram no período seco entre julho e outubro. A causa principal foi “queima para limpeza” com 95%, estatisticamente superior às outras causas. No que diz respeito à fauna, os dados obtidos mostram que a vida selvagem (fauna) não é considerada um ativo ambiental e, portanto, houve uma baixa quantidade de animais visualizados, resgatados e atendidos em consequência dos incêndios. Nos últimos cinco anos apenas dois casos foram registrados, evidenciando que a fauna não é relevante como ativo ambiental ou coleta de informações em campo para promover resgates é inadequada. Esses resultados reforçam a necessidade de programas de educação ambiental para conscientizar a população sobre a conservação da biodiversidade.