História natural da infecção causada por Leishmania Chagasi em cães (Canis Familiares) domiciliados em área endêmica da Ilha de São Luis – Maranhão, Brasil

Realizou-se um estudo de coorte prospectivo com 350 cães com idades variadas nas localidades de Vila Nova e Bom Viver no município da Raposa-MA no período de março de 2002 a janeiro de 2003, com o objetivo de avaliar o comportamento da evolução natural da infecção por L. (L.) chagasi em cães domicil...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Garcia, Arnaldo Muniz, Rebelo, José Manuel Macário, Caldas, Arlene de Jesus Mendes, Gomes, Regis Bernardo Brandim, Vinhas, Vera Silvia de Freitas, Barral, Aldina Maria Prado, Silva, Antônio Augusto Moura da, Costa, Jackson Mauricio Lopes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/8933
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/8933
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Leishmaniose visceral canina
Infectados
Prevalência
Incidência
Infecção
Canine visceral leishmaniasis
Infection
Prevalence
Incidence
Descripción
Sumario:Realizou-se um estudo de coorte prospectivo com 350 cães com idades variadas nas localidades de Vila Nova e Bom Viver no município da Raposa-MA no período de março de 2002 a janeiro de 2003, com o objetivo de avaliar o comportamento da evolução natural da infecção por L. (L.) chagasi em cães domiciliados. As áreas escolhidas são resultantes do processo de ocupação desordenada, contribuindo em média com 60% dos casos notificados de LVH e LVC pelo município. Procedeu-se inicialmente com o inquérito populacional nas duas localidades por meio do censo canino. O estudo ocorreu em duas fases, com intervalo de 7 meses entre as mesmas. Na primeira fase participaram do estudo 350 cães, e por meio de visita nas casas aplicou-se um questionário com dados epidemiológicos, demográficos, clínicos e comportamentais dos cães. Realizou-se o teste de intradermorreação de Montenegro (IDRM) com antígeno de L. amazonensis adequado para cães e o teste sorológico Enzyme Linked Immunsorbent Assay (ELISA) para a detecção da infecção bem como o exame clínico e parasitológico dos animais positivos para os testes IDRM e/ou ELISA. A partir de parâmetros clínico e imunológico já referido na literatura, foram definidas quatro categorias de diagnóstico, classificando os cães segundo o seu curso evolutivo em cães não infectados (195), infectados ou assintomáticos (100), doente oligossintomático (41) e doente polissintomático (14). A segunda fase foi realizada com aplicação dos mesmos testes da primeira fase com 230 cães, essa redução deveu-se em função das perdas (36,28%) ocasionadas por óbitos, mudança de endereço e desaparecidos. Os cães positivos para um ou ambos os testes foram acompanhados bimestralmente com reavaliação dos exames clínicos. A evolução natural da infecção demonstrou aumento do grupo de animais não infectados (55,71%/64,58%), de doentes (15,71%/17,04%) e a redução do grupo de infectados ou assintomáticos, face a cura espontânea de 39% dos animais nesse estágio. A prevalência inicial, final e incidência da infecção foram 8,57%, 6,52% e 8% por IDRM; por ELISA 39,71%, 32,6% e 16%; por ELISA e IDRM 44,29%, 37,39% e 21,6% respectivamente. A taxa de prevalência inicial, final e incidência detectados por Elisa foram mais significativos do que por IDRM. Quanto à forma clínica, os resultados dos cães positivos apresentaram-se da seguinte maneira: infectados ou assintomáticos (64,53%), doente oligossintomático (26,47%) e doente polissintomático (9%). Os achados permitiu-nos inferir que, na área endêmica estudada a infecção canina ocorre inicialmente com maior intensidade que a infecção humana, entretanto após sete meses da infecção canina instalada, o risco de desenvolvimento da infecção humana foi bem maior que a canina, e após o convívio entre ambos infectados, observou-se semelhança de comportamento, contudo chamou-nos a atenção o processo de adoecimento dos cães, a sua ocorrência se deu quatro vezes mais que a doença no homem. Os dados foram analisados pelo programa EPIINFO versão 6.4 da Organização Mundial de Saúde (OMS).