Caminhada nórdica na doença de parkinson : percepções do sujeito praticante e aspectos cinético-funcionais

A Doença de Parkinson (DP) é uma condição idiopática, crônico-degenerativa e progressiva do Sistema Nervoso Central (SNC) que acarreta sinais e sintomas motores e não motores no indivíduo acometido. Tais modificações causam prejuízo na postura e no equilíbrio, interferindo nos sistemas somatossensor...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Casarotto, Veronica Jocasta
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9968
Acesso em linha:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9968
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Doença de Parkinson
Caminhada Nórdica
Aspectos Cinéticos-Funcionais
CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descrição
Resumo:A Doença de Parkinson (DP) é uma condição idiopática, crônico-degenerativa e progressiva do Sistema Nervoso Central (SNC) que acarreta sinais e sintomas motores e não motores no indivíduo acometido. Tais modificações causam prejuízo na postura e no equilíbrio, interferindo nos sistemas somatossensorial, neuromusculoesquelético, vestibular, na visão, dentre outros. Uma das intervenções não farmacológicas que vem sendo estudada para o tratamento adjuvante da DP é a Caminhada Nórdica (CN), que é uma caminhada apoiada em bastões. Entre seus benfícios estão a melhora das habilidades motoras e da mobilidade funcional dos indivíduos, bem como a redução na taxa de quedas. Além disso, a participação em grupos de CN parece auxiliar no manejo de transtornos de humor e sintomas depressivos. Esta pesquisa, portanto, estudou a percepção de pessoas com a DP quanto à prática regular da CN e ao impacto cinético-funcional da presença de bastões sobre a mobilidade de tais indivíduos no dia a dia. Além disso, avaliou o impacto da prática da CN na redução da preocupação dos participantes com a ocorrência de quedas da própria altura. Trata-se de um estudo transversal, observacional, com recortes qualitativo e quantitativo. O recorte qualitativo foi composto por grupo focal, e os dados foram tratados pela análise do discurso. No recorte quantitativo, foram realizadas as avaliações na fase ON (quando a Levodopa tem sua ação e reduz os sintomas motores) da medicação. No primeiro dia de avaliação, foram aplicados a Escala Internacional de Eficácia de Quedas (FES-I), o Parkinson Disease Questionnaire-39 (PDQ-39), a Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS III – exame motor) e a Escala Hoehn and Yahr (H&Y). No segundo dia, foram aplicados o Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6), o Timed Up and Go (TUG), o Teste de Sentar-Levantar 1 minuto (TSL1M) e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA). O protocolo de exercício baseado em CN foi composto por 60 sessões realizadas duas vezes por semana, com uma hora de duração cada. A partir das falas dos participantes, emergiram cinco categorias principais: benefícios da CN para pessoas com Doença de Parkinson; incorporação dos bastões utilizados na CN no cotidiano; convívio do grupo de CN como dispositivo de auxílio no tratamento; sentimentos das pessoas com Doença de Parkinson sobre a sua condição; e, por último, o presente e o futuro: expectativas e entrega. No recorte quantitativo, o protocolo de treinamento com CN não foi suficiente para gerar uma redução na preocupação com a ocorrência de quedas nos participantes com DP. De um modo geral, observou que a CN gerou conteúdo compatível com um coping positivo em face ao enfrentamento da doença, algo que está para além das questões cinético-funcionais e biomecânicas descritas na literatura. Conclui-se, assim, que a CN é benéfica aos seus praticantes, tanto para a melhora da percepção de funcionalidade quanto para auxiliar na postura de enfrentamento da doença.