Revelação e encarnação: a filosofia do cristianismo segundo Michel Henry

Esta pesquisa pretende investigar como a carne pode ser revelação e como a revelação se realiza como carne na proposta fenomenológica de Henry. Há uma relação entre a fenomenologia da carne e a encarnação cristã. A carne não é somente o princípio da constituição do corpo objetivo, há nela sua substâ...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Araujo, Ronaldo Chicre
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/122
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/122
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Teologia
Encarnação
Fenomenologia
Henry
Incarnation
Phenomenology
Descripción
Sumario:Esta pesquisa pretende investigar como a carne pode ser revelação e como a revelação se realiza como carne na proposta fenomenológica de Henry. Há uma relação entre a fenomenologia da carne e a encarnação cristã. A carne não é somente o princípio da constituição do corpo objetivo, há nela sua substância invisível. A encarnação em sentido cristão difere tanto da compreensão grega quanto da judaica. A encarnação do verbo significa sua vinda em uma carne viva, carne que tem sua realidade e suas propriedades da vida. A proposição de João “E o Verbo se fez carne” (Jó 1, 14) é incompatível com a filosofia grega. A filosofia ocidental, desde suas origens gregas, reconhece como único modo de manifestação o mundo visível, ignorando a interioridade invisível da vida e seu modo originário de revelação. A fenomenologia da vida permite abordar a questão da carne e do corpo com pressuposições fenomenológicas novas.