O olhar nietzschiano sobre a crítica e a fundamentação da moral em Kant

A presente pesquisa objetiva descrever e analisar as posturas filosóficas de Kant e Nietzsche no tocante ao significado do empenho crítico e ao tratamento conferido à moral, intentando demonstrar não somente uma acentuada disparidade entre suas argumentações, mas a reapropriação nietzschiana do refe...

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Detalles Bibliográficos
Autor: APOLINÁRIO, José Antônio Feitosa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/6276
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6276
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filosofia Moral
Crítica à Moral Kantiana
Descripción
Sumario:A presente pesquisa objetiva descrever e analisar as posturas filosóficas de Kant e Nietzsche no tocante ao significado do empenho crítico e ao tratamento conferido à moral, intentando demonstrar não somente uma acentuada disparidade entre suas argumentações, mas a reapropriação nietzschiana do referido empenho herdado da filosofia crítica. Dessa perspectiva, aduziremos a iniciativa nietzschiana como uma retomada da crítica que, uma vez radicalizada pelo próprio Nietzsche, é concomitantemente redimensionada em seu foco de atuação: ao invés do tribunal imanente da razão à lá Kant, os valores e as avaliações criadoras de valores. É nesse sentido que enfatizaremos um redimensionamento da crítica (crítica enquanto atitude filosófica patenteada por Kant), imputado a Nietzsche. Por meio dessa constatação, denotamos os motivos de Nietzsche para uma recusa declarada à doutrina moral kantiana, e mais especificamente, à fundamentação da moralidade derivada desta, remetendo-nos ao enquadramento da mesma na engrenagem histórica do niilismo. Em detrimento da formulação metafísica de postulados nos quais devam assentar a moral, Nietzsche aduz uma desconstrução de seus valores constitutivos, descortinando-os como produções humanas, sintomas eclodidos de um típico modo de avaliar que ascende e se exerce. Assim sendo, a fundamentação da moral kantiana deve ser interpretada a partir de seus sintomas, e estes sob a ótica da vida. É justamente por essa via que preconizamos fortes indícios levantados por Nietzsche contra Kant, os quais denunciam uma desvalorização da vida, uma interpretação niilista da vida em sua moral. Portanto, Adentraremos então numa análise da afirmação nietzschiana da vida como tentativa de transvaloração e desvinculação da modernidade, inclusive de sua parcela kantiana