Litoquímica, geocronologia U-Pb e Geologia isotópica (Sr-Nd-Pb) das rochas graníticas dos batólitos Cunhaporanga e Três Córregos na porção sul do Cinturão Ribeira, Estado do Paraná

Durante a evolução da porção sul do Cinturão Ribeira no Estado do Paraná, o Ciclo Brasiliano-Pan Africano foi responsável pela geração de um grande volume de rochas graníticas com destaque para os batólitos Cunhaporanga (BCP) e Três Córregos (BTC). Estudos litoquímicos e isotópicos revelaram a exist...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Prazeres Filho, Hélcio José dos, Harara, Ossama Mohamed, Basei, Miguel Angelo Stipp, Passarelli, Cláudia Regina, Siga Jr., Oswaldo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2003
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27383
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27383
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cinturão Ribeira
batólitos graníticos
geocronologia
geoquímica isotópica
Ribeira belt
granitic batholiths
geochronology
isotopic geochemistry
Descripción
Sumario:Durante a evolução da porção sul do Cinturão Ribeira no Estado do Paraná, o Ciclo Brasiliano-Pan Africano foi responsável pela geração de um grande volume de rochas graníticas com destaque para os batólitos Cunhaporanga (BCP) e Três Córregos (BTC). Estudos litoquímicos e isotópicos revelaram a existência de tipos graníticos distintos entre dois batólitos e internamente aos mesmos, definidos por unidades graníticas. A principal diferença entre os dois batólitos está no comportamento dos álcalis com o BCP, a NW mais potássico e o BTC, a SE mais sódico. Os dados isotópicos mostram claramente a participação de fontes infracrustais distintas de longa residência crustal, evidenciadas pelos isótopos de Pb em K-feldspato, pelos valores negativos de µNd (-11 a -13 para o BCP e -17 a -19 para o BTC) e pelas idades Tdm (1,8 a 2,0 Ga para o BCP e 2,2 a 2,4 Ga para o BTC). Estas fontes estariam situadas em uma crosta continental paleoproterozóica com a participação de fontes mantélicas e supracrustais na gênese das rochas graníticas do BCP e BTC. A Unidade Ribeirão Butiá do BCP e as Unidades Arrieiros e Paina do BTC estão representadas predominantemente por monzogranitos e granodioritos e raros tonalitos, metaluminosos, cálcio-alcalinos de alto a médio K, formados entre 630 a 620 Ma em ambiente de margem continental ativa. As Unidades Piraí do Sul e Santa Rita do BCP são constituídas por monzogranitos fracamente peraluminosos, de alto K e as Unidades São Sebastião e Conceição do BTC são constituídas respectivamente por quartzo-monzonitos e monzo a sienogranitos fracamente metaluminosos, de alto K. Estas unidades foram formadas em ambiente sin- a tardi-colisional entre 620 e 590 Ma.