Associação entre balanço hídrico 48 horas pós-extubação e falha de extubação : um estudo de coorte prospectivo
Introdução: O processo de desmame da ventilação mecânica invasiva (VMI) refere-se à retirada gradual do suporte ventilatório. Tanto o prolongamento desnecessário da VMI quanto a sua descontinuação prematura estão associados a piores desfechos. Um fator potencialmente envolvido na falha de extubação...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/211442 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/211442 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Respiração artificial Desmame do respirador Unidades de terapia intensiva Força muscular Hidratação Mechanical ventilation Weaning respirator Hydroelectrolytic balance Muscular strength Intensive care unit |
| Resumo: | Introdução: O processo de desmame da ventilação mecânica invasiva (VMI) refere-se à retirada gradual do suporte ventilatório. Tanto o prolongamento desnecessário da VMI quanto a sua descontinuação prematura estão associados a piores desfechos. Um fator potencialmente envolvido na falha de extubação é o edema pulmonar induzido pelo desmame. Neste cenário, uma variável não explorada até o momento é a avaliação do balanço hídrico nas 48 horas seguintes à extubação. Objetivo: Verificar se há associação entre balanço hídrico pós-extubação e falha de extubação. Materiais e Métodos: Estudo de coorte prospectivo que incluiu pacientes admitidos na UTI de um hospital do sul do Brasil, de março a dezembro de 2019. Foram incluídos pacientes que necessitaram ventilação mecânica por pelo menos 24 horas e que foram extubados durante o período do estudo. O desfecho primário foi falha de extubação, considerada como necessidade de reintubação nas primeiras 72 horas após a extubação. O desfecho secundário foi um desfecho combinado de falha de extubação ou necessidade de Ventilação Não-Invasiva (VNI) terapêutica. Resultados: Foram incluídos 112 pacientes que foram extubados após pelo menos 24h de ventilação mecânica. Falha de extubação foi verificada em 30 (26,8%) pacientes. Em análise univariada, o balanço hídrico nas 48 e 24 horas prévias à extubação foi semelhante entre os pacientes com sucesso e falha de extubação (668,9ml ± 1350,9ml vs 677,4ml ± 1278,1ml, respectivamente; p = 0,94). O balanço hídrico nas 48 horas seguintes à extubação mostrou uma tendência de ser maior nos pacientes com falha de extubação (320,1 ± 1102,5ml) em relação aos pacientes com sucesso (-219,8ml ± 1546,3ml), alcançando o limite da significância (p = 0,05). Em análise multivariada, idade e BH 48 horas pós-extubação mostraram-se independentemente associados à falha de extubação. O BH 48 pós-extubação foi significativamente maior nos pacientes com desfecho combinado (486,1ml ± 1191,5ml vs -374,1ml ± 1517,7ml; p = 0,003). Conclusão: BH 48 horas após a extubação está associado com a necessidade de reintubação e uso de VNI terapêutica, demonstrando que o manejo de fluido pode ser importante também neste período. |
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