Modulação autonômica em pilotos militares de combate e transporte da Força Aérea Brasileira: um estudo caso-controle

Introdução: Pilotos de combate são expostos durante o voo a elevados níveis de aceleração (força G), o que demanda ação de mecanismos neurocardiovasculares para a manutenção da homeostase. No entanto, não há consenso na literatura quanto aos efeitos crônicos da exposição regular às forças de acelera...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Rangel, Marcus Vinícius dos Santos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17480
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17480
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Military aviation
Aviation physiology
Autonomic nervous system
+Gz
Aviação militar
Fisiologia da aviação
Sistema nervoso autônomo
Aviadores – Fisiologia
Aeronáutica militar
Sistema cardiovascular
CIENCIAS DA SAUDE::EDUCACAO FISICA
Descripción
Sumario:Introdução: Pilotos de combate são expostos durante o voo a elevados níveis de aceleração (força G), o que demanda ação de mecanismos neurocardiovasculares para a manutenção da homeostase. No entanto, não há consenso na literatura quanto aos efeitos crônicos da exposição regular às forças de aceleração sobre o sistema neurocardiovascular. Objetivo: Este estudo caso-controle comparou a modulação autonômica em pilotos de combate, pilotos de transporte e não-pilotos, testando a hipótese de que haveria diferenças entre esses grupos. Adicionalmente, correlacionaram-se índices autonômicos com o nível da aptidão cardiorrespiratória e experiência em termos de horas de voo. Métodos: Pilotos de combate (PC; n = 21), de transporte (PT; n = 8) e não-pilotos (NP; n = 20) realizaram testes de Tilt (TT). O protocolo incluiu 15 min de repouso na posição supina, seguido por três estímulos de 1 min, com inclinação passiva a 70º (T1, T2 e T3), seguidos de recuperação de 5 min após cada estímulo (R1, R2 e R3). Durante o TT, a frequência cardíaca foi registrada batimento-a-batimento através de cardiofrequencímetro (Polar® S810i, Polar Electro OY, Kempele, Finlândia), para análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Resultados: Não foram detectadas diferenças entre os grupos ou tempos para as alterações (Δ) dos índices da VFC durante os TT. No entanto, a análise das áreas sob as curvas revelou uma maior redução nos índices refletindo modulação vagal em PT vs. PC e NP em resposta ao TT (rMSSD, pNN50 e SDNN; P < 0,05), bem como maior incremento no balanço simpatovagal em PT vs. demais grupos (LF/HF; P < 0,05). O VO2max apresentou forte relação inversa com a reserva vagal dos PC (r = - 0,74; P = 0,01). Ademais, as horas de voo dos PC se correlacionaram positivamente com HFnu (r = 0,47; P = 0,02), e inversamente com LFnu (r = -0,55; P = 0,01) e LF/HF (r = -0,46; P = 0,03) em repouso. Conclusão: Respostas de retirada vagal e aumento no balanço simpatovagal induzidas pelos TT foram atenuadas em PC vs. PT, e similares entre PC e NP