As experiências dos sobreviventes e suas contribuições para o cuidado e aconselhamento psicopastoral na prevenção indicada ao suicídio
As mortes por suicídio, foram e continuam sendo cercadas pelo tabu que impede a reflexão e compreensão de algo tão complexo que acaba por atentar contra a vida humana. O tabu se explica porque o fenômeno do suicídio sempre foi refletido a partir da moralidade cristã, onde quem se matava o fazia por...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA) |
| Repositorio: | Repositório da METODISTA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.metodista.br:123456789/1341 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/1341 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Sobreviventes do suicídio Aconselhamento Pastoral Experiência Prevenção Sentido da vida Suicide survivors Pastoral counseling Experience Prevention Meaning of life Ciências Humanas |
| Resumo: | As mortes por suicídio, foram e continuam sendo cercadas pelo tabu que impede a reflexão e compreensão de algo tão complexo que acaba por atentar contra a vida humana. O tabu se explica porque o fenômeno do suicídio sempre foi refletido a partir da moralidade cristã, onde quem se matava o fazia por haver pecado contra Deus. A partir de tal premissa teológica, o “suicida” se tornava merecedor de suplícios e vexames terrenos, além das punições eternas. Os anos e séculos se passaram e o imaginário cristão continuou refém das premissas medievais quanto ao suicídio e o tabu foi se fortalecendo cada vez mais. Outras razões para além das premissas cristãs no medievo começaram a ser apontadas para as mortes por suicídio, ainda que nos âmbitos religiosos o tema continuasse cercado pelo silêncio que estigmatiza aqueles que cometeram suicídio, seus familiares e aqueles que no âmbito desta pesquisa são denominados de sobreviventes. Com o objetivo de transpor o imaginário medieval e tabu que cercam o tema do suicídio, na presente Tese procurou-se refletir sobre o fenômeno do suicídio a partir dos diferentes campos epistemológicos e, sobretudo, a partir das experiências dos sobreviventes também denominados na Tese de participantes. Os sobreviventes que se tornaram participantes da Tese foram cooptados a partir de convite para entrevistas realizado por meio do Google Forms em grupos relacionados a igrejas cristãs, sendo escolhidos três participantes. A partir das experiências dos sobreviventes e do aporte teórico de diferentes autores, em especial Viktor Emil Frankl e Carl Rogers foi possível o estabelecimento de uma proposta para o Cuidado e Aconselhamento Psicopastoral, destacando, sobretudo, a importância da interdisciplinaridade para a transposição dos princípios moralistas ou fundamentalistas que culpabilizam a pessoa e não promovem transformações. |
|---|