Horácio Sat. 1.4, a comédia de Terêncio e a filiação do gênero satírico

O presente artigo consiste na análise e interpretação da sátira 1.4 de Horácio tomando-a em perspectiva com as três primeiras do livro. Nossa leitura é que 1.4 sintetiza, num momento programático e de definição da genealogia da, sátira, questões poéticas e temáticas trazidas anteriormente. Nesse pro...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Zanfra, Marcello Peres
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositório:Phaos (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.iel.unicamp.br:article/5172
Acesso em linha:https://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/5172
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Horácio. Terêncio. 1.4 sátira. Adelphoe.
Letras
Descrição
Resumo:O presente artigo consiste na análise e interpretação da sátira 1.4 de Horácio tomando-a em perspectiva com as três primeiras do livro. Nossa leitura é que 1.4 sintetiza, num momento programático e de definição da genealogia da, sátira, questões poéticas e temáticas trazidas anteriormente. Nesse processo, Horácio se distancia de Lucílio e de seu modelo de repreensão dos vícios, a comédia antiga, adotando como modelo a comédia nova - fabula palliata - por ser coerente com sua persona construída em 1.4 que tem interesse em expor os vícios universais humanos em personagens tipificados e sem o riso excessivo. Por fim, Horácio adota Terêncio como modelo cômico para sua sátira, por meio da representação de seu pai emulando Dêmea, de Adelphoe. Gracejando na sátira sobre os defeitos do mundo e de si mesmo, Horácio adota um riso menos invectivo e mais anódino que permite ao satirista demonstrar maior consciência sobre os vícios humanos.