Avaliação da dose mínima de Valproato de sódio com eficácia no controle de crises epilépticas nas epilepsias generalizadas genéticas

Objetivo: O objetivo deste trabalho é definir a menor dose eficaz de valproato de sódio (VPA) na qual os pacientes com epilepsias generalizadas genéticas (EGGs) tenham controle das crises. Métodos: Este é um estudo de coorte, retrospectivo e observacional, que incluiu pacientes com o diagnóstico clí...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Marques, Vanessa Dinis [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/67374
Acceso en línea:https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67374
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epilepsia
Epilepsia generalizada
acido valproico
Farmacos antiepilepticos
Descripción
Sumario:Objetivo: O objetivo deste trabalho é definir a menor dose eficaz de valproato de sódio (VPA) na qual os pacientes com epilepsias generalizadas genéticas (EGGs) tenham controle das crises. Métodos: Este é um estudo de coorte, retrospectivo e observacional, que incluiu pacientes com o diagnóstico clínico e eletroencefalográfico de EGGs baseado nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE) (Hirsch et al., 2022), acompanhados no Ambulatório de Epilepsia da Universidade Federal de São Paulo. Foram incluídos pacientes com EGGs e no mínimo dois anos de acompanhamento, em uso de VPA em mono ou politerapia. Analisaram-se os dados clínicos relacionados à epilepsia, dose do VPA, além dos fármacos anticrise (FACs) usados em associação. Foram observados ainda os efeitos adversos e o emprego durante a gestação. O controle de crises foi classificado de acordo com Prasad et al. Foram feitas análises estatísticas uni e multivariadas. Resultados: O cutoff a distinguir os grupos bom e mau controle foi aquele de pacientes em uso de doses de até 1000 mg/dia (Fisher; p=0,006). Avaliando os pacientes em politerapia, nenhum cutoff foi capaz de separar os grupos (Fisher, p≥0,05). Quando realizada a análise multivariada, as variáveis politerapia e dose de VPA foram significativas (p < 0,001). Pacientes que fazem uso de politerapia em doses >1800mg/dia tiveram pior desfecho. Para pacientes em monoterapia, doses < 700mg/dia tiveram maior probabilidade de bom controle de crises. Conclusões: A menor dose que separa adequadamente pacientes em bom e mau controle de crises é a de até 700mg/dia, a qual deve ser empregada em trabalhos que avaliem diferença de efeitos entre as faixas terapêuticas do VPA.