TEXTO E CONTEXTO: A DUPLA LÓGICA DO DISCURSO FILOSÓFICO
A pesquisa em história da filosofia visa compreender de onde o filósofo fala, a quem se dirige, contra quem escreve, por que decidiu escrever e os efeitos de sua escrita, unificando texto e contexto. Por isso, se distingue da leitura rigorosa que caracteriza o procedimento estrutural. Inaugurada com...
| Author: | |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2017 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Cadernos Espinosanos (Online) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/139500 |
| Online Access: | https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/139500 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | História da filosofia Hegel estruturalismo Merleau -Ponty Lefort |
| Summary: | A pesquisa em história da filosofia visa compreender de onde o filósofo fala, a quem se dirige, contra quem escreve, por que decidiu escrever e os efeitos de sua escrita, unificando texto e contexto. Por isso, se distingue da leitura rigorosa que caracteriza o procedimento estrutural. Inaugurada como disciplina filosófica por Hegel, a história da filosofia foi interpretada de maneiras diferentes pela posição relativista, pela posição estrutural francesa (iniciada por Brèhier, Guéroult e Goldshmidt) e por Merleau-Ponty. Este propõe a noção de “impensado” das obras de pensamento, como o excesso da obra, aquilo que dá a pensar e mantém a obra aberta. É esse impensado que nos abre a possibilidade de interrogar nosso próprio presente. Claude Lefort, aluno de Merleau-Ponty, vê como um enigma da obra de pensamento a possibilidade de suscitar discursos. E conclui que se escrever e interpretar são o mesmo, ler e interpretar também são o mesmo. |
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