Identificação de novos alérgenos de mandioca (Manihot esculenta)
A alergia alimentar é uma doença de hipersensibilidade do tipo I que vem crescendo a cada ano principalmente em países em desenvolvimento. Estima-se que mais de 220 milhões de pessoas no mundo sofrem com ela. A situação foi agravada, principalmente, pelo aumento do consumo de alimentos industrializa...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-17042023-145204 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-17042023-145204/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Alérgenos Allergens Blotting Food Hypersensitivity Fructose-Bisphosphate Aldolase Frutose-Bifosfato Aldolase Hipersensibilidade Alimentar Manihot Proteoma Proteome Western Blotting |
| Resumo: | A alergia alimentar é uma doença de hipersensibilidade do tipo I que vem crescendo a cada ano principalmente em países em desenvolvimento. Estima-se que mais de 220 milhões de pessoas no mundo sofrem com ela. A situação foi agravada, principalmente, pelo aumento do consumo de alimentos industrializados que, muitas vezes, possuem rotulagem inadequada. A identificação dos alérgenos envolvidos e a elucidação de suas propriedades intrínsecas e padrões de reatividade cruzada têm auxiliado no entendimento dos mecanismos de sensibilização e em como os perfis de alérgenos determinam os diferentes fenótipos. O diagnóstico molecular é essencial para orientar o manejo e a avaliação de risco desses pacientes. A mandioca (Manihot esculenta) é um alimento amplamente consumido na América do Sul, África e Ásia e, além de poder ser consumido cozido ou frito, também pode ser encontrado em outros alimentos como farinhas e amido além de diversos outros alimentos. Pertencente a família das Euforbiáceas, mesma família do látex (Hevea brasiliensis), esta raiz pode causar reações alérgicas com sintomas que variam de leves a graves, tendo um alérgeno descrito, Man e 5, que reage cruzadamente com o alérgeno Hev b 5 do látex. O objetivo deste estudo foi a caracterização do proteoma do extrato de mandioca e identificação das proteínas responsáveis pela sensibilização de pacientes alérgicos a este alimento. Para isso, foi utilizado uma abordagem de shotgun por LC-MS/MS, 1D e 2D-SDS-PAGE seguidos por immunobloting. Foram identificadas 474 proteínas das quais 51 têm potencial alergênico, segundo predição in silico. Ao avaliar a reatividade dos indivíduos à mandioca frente a diferentes frutas para as quais relataram alergia, algumas bandas IgE-reativas foram visualizadas no WB-1D em regiões que poderiam ser alérgenos já descritos. Destacamos, Pers a 1 (abacate), Act d 1, Act d 7 (kiwi) e Mus a 2 (banana), para as quais foram identificadas proteínas homólogas no extrato total que podem ser possíveis novos alérgenos. Seis proteínas foram reconhecidas por IgE no WB-2D: alpha-1,4 glucan phosphorylase, peptidase_S9, cytosol_AP e três homólogos já identificados em outras fontes inclusive em látex: ATP synthase, glyceraldehyde-3-phosphate dehydrogenase (GAPDH) e fructose-bisphosphate aldolase (FBA). Desses, quatro estão sendo descritos como alérgenos de mandioca pela primeira vez neste estudo. A proteína FBA foi produzida na forma recombinante em células Expi293 e testada por immunoblotting com o soro de 10 indivíduos com alergia à mandioca confirmada, sendo reconhecida por 80% dos indivíduos testados. A molécula recombinante mostrou-se estável à digestão por pepsina e foi reconhecida por indivíduos sem histórico de alergia nem sensibilização ao látex. Este é o primeiro relato de uma proteína IgE-reativa presente na mandioca que não apresenta reatividade cruzada com látex. Além desta, identificamos outros quatro potenciais alérgenos com reatividade cruzada com frutas. A molécula obtida neste estudo pode ser importante para testes diagnósticos in vivo ou, futuramente, em protocolos de dessensibilização, em que o uso de uma molécula isolada, pode produzir resultados mais eficazes quando comparados com extratos, evitando sensibilização secundária |
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