Trabalho e malandragem – sincretismo de um herói civilizador

A concepção simbólica do Exu no Espiritismo de Umbanda ressalta a importância desse personagem em seu caráter ambíguo, contraditório e passível de ser utilizado ou reapropriado por outras manifestações culturais. Esse trabalho procura, a partir da reconstrução dos elementos principais desse personag...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pordeus Júnior, Ismael de Andrade
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Revista de Ciências Sociais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufc:article/44177
Acceso en línea:http://www.periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/44177
Access Level:acceso abierto
Descripción
Sumario:A concepção simbólica do Exu no Espiritismo de Umbanda ressalta a importância desse personagem em seu caráter ambíguo, contraditório e passível de ser utilizado ou reapropriado por outras manifestações culturais. Esse trabalho procura, a partir da reconstrução dos elementos principais desse personagem, entender dimensões da cultura brasileira onde a malandragem expressa de forma dinâmica essa ambiguidade. O PERSONAGEM E SUAS INTERPRETAÇÕES Esse personagem, o Exu - mito dinâmico no panteon loruba, Fon, no Candomblé da Bahia - domina a natureza cósmica e humana. Ele é o elemento de ligação entre o mundo sagrado e o mundo profano, entre os homens e seus Orixás, entre os próprios Orixás, intervindo de uma forma ambígua e desempenhando um papel bem definido, como demonstraram Bastide (1974), Elbain dos Santos (1977) e Renato Ortiz(1978). Exu é um personagem presente em todos os elementos da natureza e na vida de cada indivíduo no seio da sociedade. Suas intervenções apresentam características próprias, queremos dizer, cada local, cada linguagem, cada entidade, cada pessoa possui seu próprio Exu. Apesar de sua ambiguidade, ele é um elemento único, é o princípio da totalidade da existência...