Desenvolvimento e controle de lesões de cárie sobre a superfície oclusal usando um novo modelo de cárie in vivo

O objetivo deste estudo foi desenvolver um modelo de cárie in vivo para superfície oclusal e descrever as características do esmalte observadas antes e após o controle mecânico de placa dental (CMPD). Quatro voluntários (12-15 anos) participaram do experimento, contribuindo com um par de pré-molares...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Paim, Susana, Modesto, Adriana, Cury, Jaime Aparecido, Thylstrup, Anders
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2003
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Pesquisa odontológica brasileira (Online)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/43075
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/pob/article/view/43075
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fissuras dentárias
Carie dentária
Microscopia de polarização
Dental fissures
Dental caries
Microscopy
polarization
Descripción
Sumario:O objetivo deste estudo foi desenvolver um modelo de cárie in vivo para superfície oclusal e descrever as características do esmalte observadas antes e após o controle mecânico de placa dental (CMPD). Quatro voluntários (12-15 anos) participaram do experimento, contribuindo com um par de pré-molares homólogos, com indicação de extração por motivos ortodônticos, sem sinais visíveis de desmineralização, opacidades nem restaurações. Uma tela metálica colocada sobre a superfície oclusal propiciou acúmulo microbiano. Após 4 semanas, removeu-se a tela e a superfície foi submetida ao CMPD. Nos Grupos 1 e 2, o CMPD foi realizado pelo indivíduo diariamente e nos Grupos 3 e 4 diariamente pelo indivíduo e semanalmente pelo profissional. Os dentes dos Grupos 1 e 3 foram extraídos após 2 semanas, e os dos Grupos 2 e 4, após 4 semanas de CMPD. Após a remoção da tela, foram visíveis diferentes graus de desmineralização em todas as superfícies-teste, e a recuperação do brilho foi diretamente proporcional ao tempo de CMPD. Microscopicamente, foram notadas diferenças interindividuais como áreas pseudo-isotrópicas até lesões em esmalte, após 2 semanas de reexposição ao CMPD. Uma menor porosidade tecidual foi encontrada nos espécimes submetidos a 4 semanas de CMPD. Concluiu-se que o modelo de cárie in vivo desenvolvido foi efetivo, visto que todas as superfícies oclusais apresentaram sinais clínicos e microscópicos de perda mineral em diferentes graus, após 4 semanas de desafio cariogênico. Após a reexposição das superfícies-teste ao CMPD, notou-se uma redução das perdas minerais que foi sugestiva do controle da desmineralização nessas superfícies.