Idioma-vasco: uma leitura de Invenção de Orfeu

Na obra Invenção de Orfeu, do poeta alagoano Jorge de Lima, dêiticos são entrevistos com ressonâncias paradoxais. O presente estudo propõe uma leitura mais detida de alguns poemas, fazendo um recorte de suas representações, marcadas por forte ambivalência, como a catábase e a anábase de imagens e pe...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Rodrigo Rafael de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05062023-124115
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-05062023-124115/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Anábase
Anabasis
Catábase
Invenção de Orfeu
Invention of Orpheus
Jorge de Lima
Katabasis
Modernism
Modernismo
Descrição
Resumo:Na obra Invenção de Orfeu, do poeta alagoano Jorge de Lima, dêiticos são entrevistos com ressonâncias paradoxais. O presente estudo propõe uma leitura mais detida de alguns poemas, fazendo um recorte de suas representações, marcadas por forte ambivalência, como a catábase e a anábase de imagens e personas pertencentes à tradição, inseridas numa perspectiva moderna e modernista. Nessa trama linguística, são determinantes os mitos fundadores do XVI, as vozes coloniais e os seus negativos, assim como a dissolução de umas em outras. Inquietação, missão, promissão e danação se confundem no imo do sujeito lírico, por meio de sua visão, constituída na busca de uma nova realidade. Vê-se, neste estudo, como os mitos órfico-pitagóricos e judaico-cristãos fundamentam o caráter irracional da obra. A imagem da ilha, nesse tecido poético, apresenta-se mítica, contraditória, objeto de desejo de paz e bonança, mas lúgubre, vazada por pretensões catequéticas cuja missão resulta em crises insolúveis, o teleológico em hermetismo próximo do arbitrário, o histórico em fabulação, a memória em embriaguez e sono. Em suma, vê-se, na presente dissertação, como os elementos imagéticos do livro de Jorge de Lima, por conta de elipses e lacunas recorrentes, fragmentam-se, por vezes, num jogo semântico que quase põe a totalidade significativa do livro a perder.