Quanto vale uma vida loka?: abordagem e enfrentamento ao suicídio nas unidades socioeducativas de internação do Distrito Federal
Embora amparados pela Doutrina da Proteção Integral, adolescentes e jovens encarcerados são a expressão máxima da exclusão. É mais comum o comportamento suicida entre eles, que reúnem uma ampla gama de fatores de risco. Uma política pública foi delineada em atenção a essa demanda: o Protocolo de Pre...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/64460 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/64460 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Adolescente institucionalizado Suicídio Tentativa de suicídio Ideação suicida Institutionalized adolescent Suicide Suicide attempt Suicidal ideation Adolescente Institucionalizado Tentativa de Suicídio Prevenção ao Suicídio |
| Sumario: | Embora amparados pela Doutrina da Proteção Integral, adolescentes e jovens encarcerados são a expressão máxima da exclusão. É mais comum o comportamento suicida entre eles, que reúnem uma ampla gama de fatores de risco. Uma política pública foi delineada em atenção a essa demanda: o Protocolo de Prevenção e Atenção ao Suicídio de Adolescentes nas Unidades Socioeducativas de Internação do Distrito Federal (DF). O objetivo dessa pesquisa foi analisar a abordagem e o enfrentamento adotados por unidades de internação do Sistema Socioeducativo do DF em relação ao comportamento suicida de adolescentes e jovens em cumprimento de medida. Foi utilizado o método dos estudos de casos múltiplos, com a seleção de três casos em diferentes unidades de internação, em relação aos quais foram analisados os encaminhamentos e a abordagem conferidos. Os resultados demonstraram que os encaminhamentos previstos na política pública foram seguidos. Contudo, ainda existem no âmbito institucional estigmas e concepções contrárias ao encaminhamento protetivo estipulado. A inadequação da arquitetura para conferir cuidado aos casos de alto risco de suicídio somada à insuficiência da Rede de Atenção Psicossocial do DF limitam o alcance protetivo da política pública. Além disso, foi percebido o uso de condutas de prevenção indicadas pelo protocolo como meio de atualização da lógica punitivista historicamente destinada a negros, pobres e periféricos – perfil do adolescente em internação. Ainda assim, houve avanços importantes na prevenção e na atenção ao suicídio nessas unidades com a implantação do Protocolo: maior segurança para os profissionais e menor margem de resistência às ações protetivas. Diversas boas práticas em saúde mental nas unidades culminaram com a redução do comportamento suicida desses adolescentes. |
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